O atraso na votação do Plano de Orçamento para o ano de 2025 já está deixando milhões de trabalhadores preocupados. E não é para menos. Sem uma aprovação deste Plano, o governo federal poderá ter que atrasar uma série de pagamentos sociais, trabalhistas e previdenciários.
Benefícios como o reajuste salarial de servidores públicos federais, o adiantamento do 13º salário do INSS e até mesmo a continuidade de programas sociais como o Auxílio-gás nacional, por exemplo, correm risco de serem comprometidos.
Isso acontece porque sem a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), o governo só pode executar despesas essenciais ou obrigatórias.
Mas afinal de contas, o que está travado neste momento? Quais são os benefícios que correm risco de paralisação caso o Plano de Orçamento do governo federal não seja aprovado?
O que está travado no Congresso Nacional?
Abaixo,você pode conferir uma lista de itens que podem ser impactados de maneira direta, caso o Plano de Orçamento não seja aprovado:
- Reajuste dos servidores federais: Mais de 45 carreiras do funcionalismo firmaram acordos para reajustes em duas etapas, com a primeira prevista para 2025. O pagamento retroativo estava previsto para começar em março, mas pode ser jogado para abril ou maio.
- Adiantamento do 13º do INSS: Nos últimos anos, o benefício, normalmente pago no segundo semestre, vinha sendo antecipado para abril ou maio. Agora, a definição da data depende da votação do Orçamento.
- Auxílio Gás: Beneficiando mais de 20 milhões de famílias, o programa repassa a cada dois meses o equivalente ao preço de um botijão de 13 kg. Com um orçamento previsto de R$ 4 bilhões, o pagamento já feito no primeiro bimestre está garantido, mas os próximos podem ficar comprometidos.
- Obras e aquisição de equipamentos: Apenas projetos em andamento que não podem ser paralisados por risco de prejuízo financeiro estão autorizados a seguir. Novas execuções estão suspensas até definição do Orçamento.

Mas por que o Orçamento ainda não foi votado?
A votação do Plano de Orçamento deveria ter ocorrido até dezembro de 2024, mas foi adiada por impasses sobre as emendas parlamentares. Assim, deputados e senadores deixaram a decisão para depois do Carnaval.



