A Câmara dos deputados aprovou na noite desta terça-feira (30) a Medida Provisória (MP) que estabelece a criação do Bolsa Família do Governo Federal. O texto aprovado também prevê a criação do adicional do programa Auxilio-gás nacional. Tais medidas já estão em vigor na prática, mas precisavam do aval do Congresso Nacional para se tornarem lei.
A aprovação do texto ocorreu de forma simbólica, ou seja, sem a necessidade de votação nominal. Inicialmente, o PL solicitou que o tema fosse retirado de pauta, mas logo depois o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro recuou da solicitação, e permitiu a votação da MP do Bolsa Família sem maiores problemas.
Caso o texto tivesse sido adiado, seria um grande problema para o Governo Federal e também para os usuários do programa Bolsa Família. Em tese, o Congresso tem até hoje para votar a MP que garante o adicional do Auxílio-gás nacional. Depois da aprovação na Câmara dos Deputados, o documento ainda precisa ser votado no Senado Federal.
O Governo optou por unificar as MPs do Bolsa Família e do Auxílio-gás nacional num único texto, visando facilitar a tramitação da pauta no Congresso Nacional. Especificamente a Medida do Bolsa Família só perderia a validade no final do mês de junho. Já a MP do adicional do Auxílio-gás nacional perde a validade neste dia 31 de maio.
A MP do Bolsa Família
O texto do Bolsa Família prevê a manutenção do valor base de R$ 600 para todos os usuários do programa social. Como dito, tal indicação já está valendo na prática para todos os beneficiários, contudo, dependia desta aprovação no Congresso para começar a valer de fato.
Além disso, o texto da MP estabelece a criação de um adicional de R$ 150 por filhos menores de seis anos de idade, e também indica a criação de um segundo bônus no valor de R$ 50 para filhos com idade entre sete e 18 anos, e gestantes e lactantes. Este segundo adicional começa a ser pago em junho.



