Durante as eleições presidenciais deste ano, o ex-presidente Lula (PT) prometeu bancar um aumento real do salário mínimo. Quase um mês depois da vitória, e ainda antes de subir a rampa do Palácio do Planalto, é possível dizer que esta elevação real ainda não foi oficialmente confirmada. De todo modo, há uma confiança de que a aprovação ocorrerá.
Em agosto deste ano, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou ao Congresso Nacional uma proposta de aumento do salário mínimo com base apenas na inflação deste ano de 2022. Em tese, este é o documento que está valendo até agora, e é ele que vai ser usado, caso não haja nenhuma alteração no Congresso.
De todo modo, a equipe do presidente eleito acredita que vai conseguir mudar este ponto do plano de orçamento até o final deste ano. O motivo da confiança é simples: Lula não foi o único candidato da disputa eleitoral a prometer o aumento real do salário mínimo. Bolsonaro também disse que elevaria o valor desta forma.
Diante deste cenário, é provável que mesmo deputados e senadores da base bolsonarista no Congresso Nacional aprovem a mudança no sistema de definição do valor do salário mínimo. Em entrevistas, alguns dos principais aliados de Bolsonaro já adiantaram que concordam com a ideia e que não votarão contra o documento.
Em tese, a demora na confirmação do aumento real do salário mínimo está acontecendo porque a definição deste valor está sendo discutida dentro de um pacote que conta com uma série de outras mudanças. Assim, é provável que os congressistas ainda precisem negociar uma série de outros temas até que a elevação real do salário seja confirmada.
A estratégia do novo governo
A estratégia do governo eleito para dar um aumento real do salário mínimo é clara: eles querem aprovar uma PEC que retire as despesas com o Auxílio Brasil do teto de gastos públicos. Este movimento vai liberar mais espaço no orçamento.



