Nesta semana, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, a empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou que as duas primeiras redes sociais irão implementar um novo sistema de assinaturas que permitirão às contas obterem o selo de verificação. Ao pagar um determinado valor, será possível garantir que um perfil é verificado e dar mais credibilidade às contas.
A iniciativa segue algo já anunciado pelo Twitter – pelo próprio novo dono da plataforma, o Elon Musk – que vai oferecer o Twitter Blue, serviço de assinatura para ganhar o selo de verificado. Em janeiro, a rede social de micro textos anunciou que a assinatura custará US$ 11 por mês.
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Já no caso do Instagram e do Facebook, o serviço é chamado de Meta Verified. O serviço de selo de verificado deve ficar disponível ainda esta semana na Austrália e Nova Zelândia e terão sua implementação ampliada gradualmente para os demais países. As assinaturas serão separadas, segundo informações preliminares.
Os preços chegam a partir de US$ 11,99 por mês na versão web e US$ 14,99 por mês para os sistemas iOS da Apple e Android. Essa diferença de preço provavelmente ocorre em razão das lojas Play Store e Apple Store, que levam parte do valor de um serviço contratado por elas.
Além do selo, o Meta Verified, vai oferecer outras funcionalidades especiais para figuras públicas e criadores de conteúdo, além dos selos de verificação.
Quais as vantagens
O selo de verificado é uma proteção aplicada em redes sociais que garante que um perfil seja quem ele diz que é. Até hoje, era comum que apenas contas com muitos seguidores ganhassem esse “privilégio”, que também traz uma proteção extra contra perfis fakes e que permite acesso direto ao suporte ao cliente, permitindo também a recuperação da conta em caso de roubo do perfil.
A informação foi recebida de forma mista entre os usuários, mas de acordo com o especialista em mídias sociais, Fabiano de Abreu Agrela, a decisão irá ajudar a acabar com os “piratas da comunicação”.
Ele explica que, com o tempo, o selo de verificação, além de um objeto de desejo para transmitir profissionalismo e credibilidade, se transformou em um comércio explorado por empresas que praticavam um mau jornalismo. Essas empresas vendiam pacotes de matérias sobre determinada pessoa para que ela obtivesse o selo, por isso o nome de “piratas da comunicação. A prática que será inibida com o novo sistema.



