A operadora Algar Telecom, que pertence ao Grupo Algar, é a primeira operadora do País a lançar o serviço 5G para seus clientes em uma das frequências leiloadas no mês passado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A partir de hoje (15/12), 22 bairros em Uberlândia (MG), 13 em Uberaba (MG) e 7 em Franca (SP) passam a contar com a nova tecnologia de quinta geração. A operadora está usando a frequência de 2,3 GHz para liberar o sinal do 5G.
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A vantagem para o usuário que conta com um smartphone compatível com o 5G é a maior velocidade. Na comparação com o 4G, a nova tecnologia móvel pode chegar até dez vezes mais velocidade. Além disso, há o benefício da baixa latência, que é uma maior velocidade também na troca de pacotes de dados, que é a resposta de um site na hora que se tenta acessá-lo.
A banda espectral da frequência também permitirá muito mais usuários conectados em uma mesma antena sem perda de qualidade, com ganho em potência e em capacidade. Em uma época em que a conectividade ganha maior relevância, a chegada do 5G irá propiciar não apenas que os usuários finais da banda larga móvel tenham acesso a velocidades de conexão muito mais altas que as atuais, mas também o desenvolvimento de novos modelos de negócios.
Planejamento para chegar no 5G
Para lançar o 5G em pouco mais de um mês, a Algar Telecom fez um planejamento intenso antes mesmo do leilão de frequências ser realizado. No certame, finalizado dia 5 de novembro, a operadora arrematou sete lotes regionais: cinco na frequência de 26 GHz (por R$ 5,343 milhões), um na frequência de 3,5 GHz (por R$ 2,350 milhões) e um na frequência de 2,3 GHz (por R$ 57 milhões) – que abrange regiões de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Os lances totalizaram R$ 64,693 milhões e todos os lotes obtidos estão na área original de atuação da Algar Telecom, que abrange 87 municípios dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Os lotes arrematados terão prazo de autorização de 20 anos.
A escolha pelo 2,3 GHz já havia sido feita antes do leilão, pois a frequência não necessita de limpeza de espectro. O procedimento é necessário quando uma frequência já utilizada por algum serviço. A frequência de 700 MHz que a TV analógica usava, por exemplo, foi desocupada para que o 4G pudesse se expandir.



