Após décadas de discussão, a tão aguardada reforma tributária parece finalmente estar avançando no governo brasileiro. Com a aprovação do texto pelos deputados, medidas que afetam a compra de alimentos, remédios e o abastecimento com combustíveis estão sendo discutidas. Confira as possíveis mudanças na tributação e como elas podem impactar o preço desses itens essenciais.
Para compreender como alimentos, remédios e combustíveis serão afetados, é importante entender as mudanças na tributação. Visto que a reforma tributária visa eliminar cinco tipos de impostos atualmente cobrados separadamente: IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS.
Com isso, pretende-se implementar um novo imposto único chamado IVA (Imposto sobre Valor Agregado). O IVA substituirá as tributações estaduais e municipais, além dos impostos federais. Em suma, serão criadas duas instâncias do IVA.
Sendo assim, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) substituirá o ICMS nos Estados e o ISS nos municípios. Ao passo que a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) unificará os impostos federais PIS, Cofins e IPI, sem tributação em cascata.
Desse modo, o imposto será cobrado no local de consumo do bem ou serviço, com três possíveis alíquotas. Sendo a alíquota única (a mais comum entre os produtos). Além da alíquota reduzida em 60% do valor da tributação única e a alíquota zero para produtos específicos, como remédios para doenças graves.
Impacto nos alimentos e remédios
Dessa maneira, após intensas discussões e preocupações com possíveis aumentos de preços, foi incluída no texto a criação da “Cesta Básica Nacional de Alimentos“, na qual o IVA estadual, municipal e federal será zerado.
Em outras palavras, não haverá cobrança de impostos sobre os itens essenciais. Contudo, os itens alimentícios e de higiene pessoal que farão parte da cesta básica nacional ainda precisam ser definidos. Desse modo, todos os produtos que não estiverem nessa lista serão taxados com as alíquotas regulares.
Por outro lado, existem propostas, como a do Dieese, que considera cerca de 13 itens básicos, e também a da Abras, com 34 itens de alimentos para a cesta básica, que estão sendo analisadas pelo Ministério da Fazenda.




