Além dos R$ 49,8 bilhões que o governo deixou de arrecadar ao cortar impostos em 2022, existe um montante de R$ 45 bilhões que podem ser empregados em subsídios ou medidas de desoneração tributária, os chamados “pacotes de bondades”.
Dizemos que esse valor está disponível porque é uma espécie de “sobra” financeira, levando em consideração a meta fiscal. Ou seja, R$ 45 bilhões podem ser gastos com esse tipo de subsídios sem que isso traga ônus financeiro para além do que o governo pode gastar.
Contudo, mesmo com a folga, a equipe econômica de Bolsonaro está resistente às pressões para que sejam adotados subsídios ou para que s impostos sobre combustíveis sejam cortados.
De acordo com Esteves Colnago, secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, os gastos devem ser feitos de forma parcimoniosa, pois não há possibilidade de gastos infinitos.
Para ele, zerar os tributos de gasolina é visto como política ruim. Essa postura foi bem vista pelo mercado financeiro, o que fez com que os juros futuros recuassem. O mercado entende que o governo está resistindo às pressões e tem compromisso com a disciplina fiscal mesmo em ano de eleição.



