A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou na terça-feira (16) que o Governo Federal acredita “que no máximo em um mês o arcabouço fiscal” será aprovado pelo Congresso Nacional.
De acordo com ela, a nova regra que pretende substituir o teto de gastos é uma “bala de bronze” do governo. Aliás, Tebet ressaltou que o arcabouço fiscal tem um papel muito importante na redução dos juros no país, que seguem muito elevados nos últimos meses.
As declarações da ministra ocorreram enquanto participava de uma aula online da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP). No evento, Tebet não comentou especificamente o relatório do novo arcabouço fiscal, que está na Câmara dos Deputados e deverá esperar mais alguns dias para ser votado.
Em resumo, o novo texto enviado pelo deputado Cláudio Cajado (PP-BA), relator do texto, blinda o salário mínimo e o pagamento do Bolsa Família. Assim, mesmo que o governo federal descumpra a meta fiscal, promovendo mais gastos do que deveria, os dois carros-chefes do governo Lula não seriam afetados.
Cabe salientar que foi o próprio presidente que fez o pedido da blindagem ao salário mínimo e ao Bolsa Família. Dessa forma, mesmo que o governo sofra sanções, como limitação dos gastos, os dois carros-chefes estarão garantidos para a população.
Veja as principais polêmicas do arcabouço fiscal
O Governo Federal enviou em abril deste ano para o Congresso Nacional o projeto do arcabouço fiscal. A nova regra, que pretende substituir o teto de gastos, foi criada durante o governo do ex-presidente Michel Temer, mas deverá deixar de vigorar no país, caso a nova regra seja aprovada.
Em resumo, os três principais pontos que estão causando polêmica em relação ao texto do arcabouço fiscal são:
- Projeto determina que 13 despesas não ficarão limitadas à regra, pois serão exceção;
- O gestor que não cumprir a regra fiscal não será punido;
- O governo não terá obrigação de bloquear despesas a cada dois meses, caso haja risco de descumprimento da meta das contas públicas.
Estes três pontos vêm gerando muita polêmica, pois dão mais liberdade para os gestores. As críticas se referem à falta de punição, em caso de descumprimento da regra, e a falta de ação do governo para impedir que esse descumprimento realmente aconteça.
De todo modo, o texto segue em análise no Congresso Nacional e deverá ter uma resposta em poucas semanas. Pelo menos esse é o pensamento do governo, segundo Simone Tebet.


