A Secretaria da Receita Federal informou nessa semana que a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais somou R$ 158,99 bilhões em fevereiro de 2023. O valor é recorde para o mês de fevereiro desde 1995, quando a série histórica da Receita teve início.
Em resumo, houve uma alta real de 1,28% na comparação com o mesmo mês de 2022, quando a arrecadação atingiu R$ 156,98 bilhões. Aliás, vale ressaltar que o levantamento faz a correção da inflação oficial do país pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Em 12 meses, entre março de 2022 e fevereiro de 2023, o IPCA acumulou uma variação de 5,60%. Isso quer dizer que a arrecadação federal superou essa oscilação, ou seja, teve um crescimento real e bateu recorde em fevereiro deste ano.
Confira abaixo o volume da arrecadação federal nos últimos anos:
- 2015: R$ 141,949 bilhões;
- 2016: R$ 125,582 bilhões;
- 2017: R$ 126,08 bilhões;
- 2018: R$ 139,478 bilhões;
- 2019: R$ 146,948 bilhões;
- 2020: R$ 142,97 bilhões;
- 2021: R$ 149,119 bilhões;
- 2022: R$ 156,984 bilhões;
- 2023: R$ 158,995 bilhões.
De acordo com a Receita Federal, a arrecadação acumulada no primeiro bimestre de 2023 totalizou R$ 410,73 bilhões. Segundo a Receita Federal, isso corresponde a uma alta real de 1,19% na comparação com os dois primeiros meses de 2022. Aliás, o valor também bateu recorde e é o maior para o período desde 1995.
Veja o que impulsionou a arrecadação no mês
De acordo com a Secretaria da Receita Federal, a arrecadação em fevereiro foi beneficiada principalmente pelos seguintes fatores:
- Arrecadação atípica de R$ 2 bilhões referentes a Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL);
- Aumento de 12% na arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) sobre rendimentos de capital, totalizando R$ 14,08 bilhões;
- Crescimento de 6,28% na receita previdenciária, somando R$ 46,04 bilhões, impulsionado pelo aumento da massa salarial.
Em contrapartida, o governo registrou a perda de R$ 5,65 bilhões na arrecadação de tributos em fevereiro. Em suma, as reduções vieram do PIS/Cofins sobre combustíveis (R$ 3,75 bilhões) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (R$ 1,9 bilhão).
Também vale destacar que o governo federal retomou a cobrança do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol hidratado. No início deste ano, o governo publicou uma Medida Provisória (MP) para manter zeradas as alíquotas de diversos impostos sobre os combustíveis. E a validade dessa medida chegou ao fim em 28 de fevereiro, pelo menos para a gasolina e o etanol.



