Associar o Japão à tecnologia é um movimento comum e não foi diferente com os Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Mesmo sem a presença do público devido à pandemia do novo coronavírus, as ferramentas baseadas na inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT) auxiliaram atletas e comissões na experiência olímpica.
Quem aproveitou bem a infraestrutura montada pela organização foram os mais de 11 mil atletas que passaram pelo país para competir. Eles puderam utilizar o 5G, nova tecnologia de banda larga que permite mais velocidade de Internet e menos latência, que é a diferença de tempo na comunicação entre dispositivos conectados.
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A infraestrutura 5G havia sido preparada principalmente para o público, mas sem a presença dele, os atletas puderam abusar de aplicativos como Twitter, TikTok e Instagram para interagir com seu público a distância.
“Seja com postagem nas redes sociais ou os aparelhos disponíveis na Vila Olímpica, e até mesmo o painel com conexão direta com seus familiares dentro das arenas, a tecnologia esteve presente e dando uma prévia do que poderemos encontrar mais facilmente nos próximos anos”, afirma Emerson Zarour, diretor de inovação da MV, empresa de tecnologia para saúde.
Mais inovação nos Jogos
O uso da tecnologia tem ajudado os esportes a serem mais precisos e justos, mas foi somente em 1948, em Londres, que houve a inauguração do photo finish, aquela foto tirada no momento em que os velocistas atravessam a linha de chegada. Hoje em dia, duas câmeras filmam a linha de chegada e mandam a imagem para um computador, que divide a imagem em linhas. Cada uma delas indica visualmente um intervalo de tempo de até 0,5 milésimo de segundo para indicar o vencedor.
Nos jogos de Seul, em 1988, foi a vez da dos sensores na parede das piscinas para indicar a chegada dos nadadores. Já em esportes como vôlei, badminton e tênis, câmeras e inteligência artificial contribuem para que fique claro quando a bola caiu dentro ou fora de quadra, ou mesmo se resvalou em alguém antes de sair.


