Fala-se muito sobre a devastação de um planeta em aquecimento, mas e se as coisas acontecerem de outra forma? Um novo estudo confirma o pior.
A Europa está mais quente do que nunca, a floresta amazônica está em chamas e o Ártico está derretendo – o planeta está esquentando, não há dúvida de que isso acontecerá. Mas por pior que os cientistas prevejam que as coisas podem ficar, ir na direção oposta não seria muito melhor.
Pesquisadores da Rutgers University e do National Center for Atmospheric Research usaram um modelo climático moderno para simular os efeitos climáticos de uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia – e as projeções decididamente não são bonitas.
Com a Guerra Fria esfriando, aqueles de nós que se lembram dos exercícios de pato e cobertura estão respirando com mais facilidade. (Agora, temos apenas que nos preocupar com os tiroteios em massa.) Mas durante os anos que se seguiram à detonação de seu primeiro dispositivo nuclear pela União Soviética em 1949, o medo de um ataque atômico na América do Norte cresceu.
Com o estado da política internacional atual um pouco, digamos, instável, e com o Tratado de Proibição de Armas Nucleares de 2017, aprovado pela ONU, ainda esperando a ratificação de mais 25 países antes de entrar em vigor, a gente começa a se preocupar.
E os resultados da Rutgers pesquisa não fazer muito para aliviar o medo.
O autor principal Joshua Coupe, um estudante de doutorado da Rutgers, e sua equipe calcularam que uma guerra total entre os EUA e a Rússia poderia enviar 150 milhões de toneladas de fuligem de incêndios para a atmosfera inferior e superior, onde poderia permanecer por meses a anos e bloquear a luz do sol. Rutgers observa que:


