O governo anunciou, nesta segunda-feira, uma proposta de aumento nos benefícios destinados aos servidores públicos federais. O principal destaque da proposta é o aumento no auxílio-alimentação, que passaria dos atuais valores para R$ 1 mil a partir de maio de 2024, representando um reajuste de 52%.
Além do auxílio-alimentação, outras mudanças foram propostas para aprimorar o pacote de benefícios concedidos aos servidores. O auxílio-saúde, atualmente fixado em R$ 144,38, seria ajustado para cerca de R$ 215, buscando proporcionar uma cobertura mais abrangente para as despesas médicas dos servidores. Já o auxílio-creche, que hoje é de R$ 321, teria um aumento para R$ 484,90, visando auxiliar os servidores com filhos pequenos nas despesas com cuidados infantis.
Essas propostas foram oficialmente apresentadas no Orçamento de 2024 pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). No entanto, vale ressaltar que as mudanças ainda dependem da aprovação pelo Congresso Nacional, onde a proposta será avaliada.
A entrega formal da proposta ocorreu durante uma reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, composta por representantes de nove ministérios e sindicatos dos servidores. A discussão em torno dessas alterações nos benefícios visa encontrar um equilíbrio entre as necessidades dos servidores e a viabilidade financeira do governo.
Auxílio-alimentação de servidores
Em uma tentativa de equalizar os benefícios concedidos aos servidores públicos, o governo anunciou hoje uma medida que visa equiparar o auxílio-alimentação dos servidores do Executivo aos dos demais Poderes. A iniciativa, apresentada como parte da proposta de Orçamento de 2024, destaca que os reajustes propostos incidirão sobre os benefícios, não sobre os salários.
De acordo com a pasta responsável, a equiparação dos valores é uma ação que busca promover maior equidade entre os diferentes setores do funcionalismo público. A medida, no entanto, enfrenta desafios decorrentes das restrições orçamentárias vigentes.
O secretário de Relações de Trabalho, José Feijóo, enfatizou os esforços da ministra Esther Dweck para viabilizar o espaço financeiro necessário para a elaboração da proposta. De acordo com o secretário, o contexto de limitações orçamentárias não impediu a busca por melhorias nos benefícios concedidos aos servidores.



