O Governo Federal procura ampliar a parcela do Auxílio Brasil até o final do ano. Desse modo, para garantir o Auxílio Brasil de R$600, o Palácio do Planalto deve abdicar de compensar os estados que zerarem as alíquotas sobre o gás e o diesel, que poderiam trazer uma redução da inflação.
De acordo com o governo, o aumento do benefício é mais vantajoso que a redução de impostos, visto que terá consequências mais rápidas na economia. Todavia, a diminuição do ICMS dependeria dos governadores, além de não sofrer os efeitos desejados, no caso de reajustes da Petrobrás aos combustíveis.
Segundo Paulo Guedes, Ministro da Economia, o governo deve ainda estudar a medida e, portanto, não há uma confirmação efetiva de como o aumento será dado. Analogamente, ele informou que os R$400 continuarão presentes na renda básica familiar, e que os outros R$200 são considerados uma ajuda financeira para aliviar a alta de preços relacionada à guerra da Ucrânia.
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Diminuição de renda
A princípio, para o governo, a guerra gerou uma pressão inflacionária em todo o mundo e atingiu em cheio o Brasil, o que fez com que as famílias mais necessitadas sofressem com o aumento de preços, principalmente dos alimentos e da energia.
São 18,1 milhões de famílias cadastradas e o aumento do Auxílio Brasil, pode trazer uma atenuação de sua situação de pobreza e pobreza extrema. Aliás, outra proposta governamental é em relação ao auxílio gás, que poderá ser dobrado. Hoje ele é de R$53. As famílias contempladas pelo programa recebem o valor a cada dois meses.
A ideia em questão deverá ser incluída na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16, que procura compensar os estados em R$29,6 bilhões, para zerar o ICMS sobre combustíveis. Todavia, o Planalto decidiu acabar com a compensação e utilizar o dinheiro em benefícios sociais como o Auxílio Brasil.
Há uma busca do governo para reduzir a pressão inflacionária. Dessa maneira, em relação aos caminhoneiros, o Planalto se propõe a conceder um crédito de mil reais para que se abrande a alta dos preços dos combustíveis. A ampliação do Auxílio Caminhoneiro teria um impacto de R$4 bilhões.



