Durante uma sabatina no final da última semana, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a dizer que deve manter o valor do Auxílio Brasil em R$ 600 no próximo ano. De acordo com o candidato, ele já conversou com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, e também com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) sobre o assunto.
“O que eu conversei com o Paulo Guedes, para buscar alternativas para ser definitivo, a partir do ano que vem. Ele falou que vai ser definitivo. Conversei hoje com o (presidente da Câmara) Arthur Lira. Ele falou que, no que depender da Câmara, vamos buscar alternativas para isso”, disse Bolsonaro durante a sabatina para o jornal Correio Braziliense.
“O que o Paulo Guedes quer é taxar uma parte daquelas pessoas que ganham acima de R$ 400 mil por mês. É taxar o que excede os R$ 400 mil, chamados dividendos, que não se paga nada, pagar 15%. O mundo todo paga isso, menos nós aqui”, disse ele. Em entrevista recente, o Ministro da Economia confirmou tal indicação.
Obviamente, o presidente trabalha com esta promessa considerando um cenário de vitória dele nas eleições deste ano. “Com o que nós vimos pelo Brasil, aqui em Brasília, na Esplanada; em São Paulo, na Paulista; em Copacabana, no Rio de Janeiro; eu acho que está decidida a eleição no primeiro turno. Não tem explicação para o outro lado ganhar. O povo está conosco”, disse ele.
Esta não é a primeira vez que Bolsonaro fala sobre a questão da manutenção do Auxílio Brasil na casa dos R$ 600. Nos últimos dias, o candidato do PL à reeleição vem reiterando em peças publicitárias a promessa de manter o valor do benefício na casa dos R$ 600. Contudo, os documentos oficiais apontam para outra direção.



