O Auxílio Brasil que paga o valor mínimo de R$ 400 para todos os usuários deve durar somente até o final deste ano, certo? Não se depender de uma emenda que já circula pelos corredores do Congresso Nacional neste exato momento. O texto pretende transformar o Benefício Extraordinário em algo permanente.
Originalmente o Auxílio Brasil não pagaria, no mínimo, R$ 400 por mês para todos os usuários. O programa original tem uma média de R$ 223 nos pagamentos mensais. No entanto, no final do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou uma Medida Provisória (MP) que muda essa história.
O texto assinado pelo presidente garantiu que os cidadãos recebessem um Benefício Extraordinário junto com o Auxílio Brasil original. Assim, todas as pessoas podem ganhar neste momento ao menos R$ 400 por mês. Entretanto, o texto só garante que o benefício siga deste modo até o final deste ano de 2022.
A MP que cria a regra dura até o próximo dia 16 de maio. Os parlamentares precisam votar o texto até esta data para que a regra dos R$ 400 até dezembro siga valendo. Neste momento, vários parlamentares estão inserindo as suas emendas ao texto original. E uma delas quer justamente transformar o Benefício Extraordinário em algo permanente.
Caso seja aprovada, a emenda poderia permitir que o Auxílio Brasil no valor de R$ 400 seja registrado não apenas até o mês de dezembro, mas de forma indefinida. Assim, os repasses turbinados estariam garantidos também no ano de 2023. Porém, quais são as reais chances de a emenda ser aprovada?
Ministério não gosta da ideia
De acordo com informações de bastidores, membros do Ministério da Economia não gostam da ideia. A emenda da MP foi proposta pelo Deputado Federal André Janones (Avante-MG). Ele afirma que já espera resistência do Governo.



