O Auxílio Brasil do Governo Federal poderia atender mais de 30 milhões de pessoas, caso o poder executivo decidisse usar todo o dinheiro destinado para o programa. Na última semana, o Congresso Nacional promulgou oficialmente a PEC que libera R$ 26 bilhões para que o Ministério da Cidadania use o saldo dos pagamentos.
Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), os R$ 26 bilhões seriam mais do que suficientes para zerar a chamada fila de espera, que em abril contava com quase 3 milhões de pessoas. O dinheiro poderia pagar o Auxílio Brasil para mais 12 milhões de cidadãos acima dos 18 milhões que já recebem o benefício hoje.
No entanto, a verdade é que o Governo Federal teria que fazer uma escolha. A possibilidade de aumentar o número de usuários em mais de 12 milhões existe, em contrapartida, o Ministério não poderia mais aumentar os valores dos pagamentos. Por este caminho, eles pagariam R$ 400 mínimos por mês para os mais de 30 milhões de usuários.
O plano do Governo Federal é pegar os R$ 26 bilhões e dividir em duas partes. Uma parcela do dinheiro servirá para aumentar o valor do benefício, que passará de R$ 400 para R$ 600 e a outra parte será usada para bancar a entrada de mais usuários. Contudo, o residual só seria suficiente para inserir pouco mais de 2 milhões de brasileiros.
Esta entrada inicialmente poderia ser suficiente para zerar, ou ao menos diminuir bastante, a fila de espera para o programa social. Contudo, a CNM alerta que esta quantidade de novas vagas só faria efeito no mês de agosto. De setembro em diante, é provável que a fila de espera volte a se formar com a chegada de novos nomes.



