O Ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a falar sobre a manutenção do valor do Auxílio Brasil na casa dos R$ 600. Em entrevista nesta quinta-feira (27), o chefe da pasta econômica disse que a sua prioridade é manter o valor do benefício no próximo ano, e para tanto seria necessário aprovar uma medida de taxação de lucros e dividendos.
“Prioridade absoluta é a garantia do Auxílio Brasil, que é um programa de transferência de renda, social, três vezes mais forte que o antigo Bolsa Família. Hoje gastamos R$ 150 bilhões, 1,5% do PIB, antes era 0,4%, queremos garantir esse programa.”, disse o ministro durante o evento desta quinta-feira (27).
Pelas contas do Ministro, ao aprovar a medida de taxação de lucros e dividendos, o Governo Federal seria capaz de gerar cerca de R$ 69 bilhões ao ano. O dinheiro já seria suficiente para bancar o benefício social no valor de R$ 600 para pouco mais de 21 milhões de brasileiros que estão aptos ao recebimento atualmente.
Hoje, já existe uma Reforma Tributária em tramitação no Congresso Nacional. O texto já foi oficialmente aprovado pela Câmara dos Deputados, mas se encontra travado no Senado Federal há quase um ano. A avaliação da maioria dos senadores é de que da maneira como está desenhado, o texto não consegue atender as demandas dos empresários.
Oficialmente, o Auxílio Brasil atual faz pagamentos mínimos de R$ 600 por família. Contudo, a PEC dos Benefícios indica que os repasses turbinados só estão oficialmente garantidos até o final deste ano. Para 2023, a expectativa oficial é para uma queda nas liberações para todos os usuários do programa social.
Teto de gastos
Na mesma entrevista, o Ministro da Economia fez críticas ao teto de gastos. De acordo com o chefe da pasta econômica, a regra foi furada porque a lei teria sido “mal desenhada”. O Governo Federal quebrou o teto de gastos por algumas vezes nos últimos meses.



