O Governo Federal começou ainda na última semana os pagamentos do seu mais novo Auxílio Brasil. Para quem não sabe, esse é o programa que está substituindo o Bolsa Família a partir deste mês de novembro. Os repasses já começaram, mas o texto oficial da Medida Provisória (MP) ainda não foi aprovado.
Em entrevista para o jornal O Estado de São Paulo, o relator Marcelo Aro (PP-AL) disse que realizou algumas mudanças na proposta. De acordo com ele, um dos pontos que vai mudar é a questão do reajuste obrigatório do Auxílio Brasil com base na inflação. Isso quer dizer portanto que o programa vai passar a ter um aumento anual.
Mas essa ideia acabou tendo repercussões dentro do Governo Federal. Internamente, vários membros do Ministério da Economia disseram que essa ideia não pode passar. Eles afirmam que isso pode acabar sendo muito perigoso para a situação do orçamento do país nos próximos anos.
Nesta terça-feira (23), as críticas ganharam mais uma voz. E foi nada menos do que o Ministro da Cidadania, João Roma. Essa, para quem não sabe, é a pasta responsável pelos pagamentos do Auxílio Brasil. Em entrevista, ele disse que o melhor a se fazer é decidir esse reajuste ano após ano.
“É uma aspiração natural a busca de correção anual das políticas de transferência de renda, naturalmente precisamos buscar os ajustes dentro da área econômica”, disse ele. “É importante harmonizar esse texto para que a gente consiga avançar na política social sem ferir as regras fiscais do Brasil”, disse ele.



