Nova alteração no texto que cria o novo Programa Auxílio Brasil (PAB), permite a formação de filas de beneficiários que se encaixarem nas novas regras. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, deu um prazo de dois dias para que Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, e para o senador Roberto Rocha (PSDB-MA) expliquem as novas mudanças.
De acordo com o texto aprovado que implica mudanças na medida provisória (MP) n° 1.016/21, que criou o Auxilio Brasil, famílias em situação de vulnerabilidade social e financeira podem ter de esperar para receber o benefício mesmo que se enquadrem nas regras do programa.
A ação do ministro Lewandowski foi um pedido feito por parlamentares que desejam que sejam invalidados trechos do texto que criam filas de eventuais famílias a serem cadastradas no programa social.
Vale ressaltar que o Auxílio Brasil segue o modelo do antigo Bolsa Família, e tem fontes de custeio atreladas a recursos previstos em orçamento, como ocorria com o antigo programa.
O montante de R$ 88 bilhões destinado aos repasses em 2022 não seria suficiente para manter os pagamentos mensais para todos que se enquadram nas regras.
Auxílio Brasil: Governo assina MP com benefício de R$ 400
Na noite da última terça-feira (7) foi publicada uma MP a fim de garantir o pagamento do Auxilio Brasil no valor de R$ 400,00 para mais de 14,5 milhões de pessoas a partir de hoje (10). Essa parcela é de um valor superior ao do que vinha sendo paga pelo governo.
Apesar do governo ter garantido, com essa nova MP, essa parcela “turbinada” do Auxílio Brasil no mês de dezembro, o valor retroativo a novembro para compensar os beneficiários que receberam abaixo desse piso no mês passado, não será disponibilizado desta vez. A estimativa do governo federal de ampliar para 17 milhões o número de famílias beneficiadas pelo Auxilio Brasil também não vai acontecer.



