O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) vem dizendo que deve aprovar a PEC dos precatórios nesta próxima semana. Para quem não sabe, esse é um dos textos que podem abrir espaço no orçamento para o início dos pagamentos do Auxílio Brasil. É o programa que deve substituir o Bolsa Família.
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Lira vem garantindo que vai aprovar esse projeto com uma certa facilidade, mas há quem discorde disso. Apesar de falar que o clima no Congresso é bom, não dá para negar que o texto é polêmico. Em tese, esse documento permite que o Governo Federal pague apenas uma parte das dívidas dos precatórios para 2022.
Essas despesas são contraídas pela Justiça e não possuem mais possibilidade de recurso. São dívidas que o Governo Federal tem com pessoas físicas, jurídicas, estados e municípios. Para o ano de 2022, o orçamento aponta que o Planalto precisa pagar quase R$ 90 bilhões para as mais variadas fontes.
Essa PEC que está em tramitação no Congresso Nacional prevê que o Governo tenha todos os anos um limite de pagamentos dos precatórios. Esse nível pode variar a depender de uma série de questões. Para 2022, o Palácio do Planalto só precisaria pagar R$ 40 bilhões dos quase R$ 90 bilhões.
De acordo com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, isso seria suficiente para que se abra um espaço no teto de gastos públicos. E é justamente aí que entraria o Auxílio Brasil. O plano do Governo Federal é começar os repasses desse programa já a partir do próximo mês de novembro, ou seja, daqui a mais algumas semanas.



