Recentemente, uma decisão pediu a suspensão do consignado do Auxílio Brasil.
Nesse sentido, o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a interrupção do serviço de empréstimo aos beneficiários do Auxílio Brasil e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Assim, a Caixa Econômica Federal deveria interromper o serviço até a análise da Corte.
O ministro Aroldo Cedraz, que assinou o pedido, concedeu o prazo de 24 horas para que a instituição bancária apresente toda a documentação e se pronuncie sobre a oferta do serviço.
Desse modo, no prazo do tribunal, a Caixa deverá apresentar pareceres, notas técnicas e resoluções. Isto é, documentos que informem sobre quais são os critérios de liberação, taxas de juros, rentabilidade e nível de inadimplência que se espera.
“Ressalto a urgência dessa análise, pois o volume de empréstimos já concedidos e a velocidade de sua liberação aponta para elevadíssimo risco e, certamente, não poderá essa Corte aguardar cinco dias úteis para que lhe seja encaminhada documentação que já se espera existir”, relatou o ministro Aroldo Cedraz.
Tribunal fala sobre objetivos do consignado
O formato de crédito para os beneficiários do Auxílio Brasil e do BPC foi um dos serviços da aprovação da “PEC Kamikaze” no Congresso Nacional. Além disso, a Proposta de Emenda Constitucional também promoveu a criação e modificação de outros programas sociais federais.
Segundo o Ministério Público do Tribunal de Contas da União, contudo, o grande volume de liberação do serviço “impõe dúvidas sobre as finalidades perseguidas e sobre o respeito aos procedimentos que salvaguardem os interesses do banco e o interesse público”.
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Então, por meio de nota oficial, a Caixa informou que já está ciente sobre o despacho da tarde da última segunda-feira, 24 de outubro.
“O documento estabelece prazo de 24 horas para o banco apresentar a documentação comprobatória da regularidade de seus procedimentos, pleito esse que será plenamente atendido no prazo estabelecido. Nos contratos que foram celebrados na data de hoje, a Caixa informa que não há previsão de liberação de valores financeiros referentes a essas solicitações, nas próximas 24 horas, cumprindo automaticamente a prudência recomendada”, indica o documento.
Ministérios Público também agiu sobre consignado do Auxílio Brasil
Na semana anterior, o Ministério Público e o TCU solicitaram interrupção do serviço da Caixa em razão de desvio de finalidade e uso eleitoral.
Desse modo, segundo o MP, esta modalidade apresenta um objetivo de melhorar a imagem eleitoral do atual Presidente. Isto é, considerando que Jair Bolsonaro busca a reeleição neste ano.
Portanto, o MP entende que a suspensão seria importante até que o TCU tenha um entendimento formal sobre o crédito consignado.
De acordo com o subprocurador-geral, Lucas Rocha Furtado, é importante lembrar que há regulamentação sobre a oferta do crédito consignado. No entanto, a questão não se trata de ter previsão legal ou não para o serviço.
Segundo o subprocurador-geral, portanto, trata-se de muitos contratos em pouco tempo. Isto é, o que “impõe dúvidas sobre as finalidades perseguidas mediante esta atividade”.
“No cenário atual, com a aproximação do segundo turno das eleições e com as dificuldades enfrentadas pelo presidente nas pesquisas de intenções de voto, tudo indica tratar-se de medida destinada a atender prioritariamente interesses político-eleitorais, que relegam o interesse público a segundo plano, com vistas à obtenção de benefícios pessoais em detrimento da população”, defendeu.



