Durante um evento na última segunda-feira, 26 de setembro, o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre o Auxílio Emergencial.
Isto é, o programa assistencial que, durante a pandemia de Covid-19, concedeu um valor entre R$ 1.200 e R$ 150, a depender dos grupos sociais e época.
De acordo com o ministro, então, o benefício retirou pessoas das ruas durante o período de isolamento social.
“Desenhamos os programas sociais juntos. O auxílio emergencial de um lado, protegemos 68 milhões de brasileiros e preservamos 11 milhões de empregos (durante a pandemia). O presidente dizia, são pessoas que trabalham de dia para levar comida pra casa de noite, ninguém conhece, eles vendem garrafa de água no sinal, nos jogos de futebol, não tem mais ninguém nos sinais, não tem mais ninguém nos estádios de futebol. Como esse brasileiro vai sobreviver? Resposta: Auxílio, hoje, Brasil”, pontuou o ministro.
Além disso, Guedes ainda comentou que o país precisa ser respeitado e desferiu críticas ao que classificou como “militantes” que criticam o Brasil.
“O Brasil é uma potência. Tem que ser respeitado. Os militantes ficam atacando o próprio país. Um país que está lutando para sair da pandemia, que enfrentamos com sucesso. O futuro do Brasil, vamos seguir, temos todos os recursos e vamos seguir”, comentou Guedes.
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Por fim, o ministro ainda comentou sobre a situação financeira dos brasileiros.
“Todo mundo está com dinheiro para viver. Não é nem sobreviver, é viver mesmo. Já a classe média está gerando emprego e renda (…). As exportações estão voando, passamos de meio trilhão. O Brasil é uma potência digital, ambiental, energética, alimentar. Não dependemos de nada, só temos que trabalhar”, completou o ministro.
Contudo, algumas pesquisas indicam outra realidade.
Índice de pobreza infantil bate recorde no país
Recentemente, houve um levantamento da PUCRS Data Social, laboratório de estudos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Assim, os pesquisadores indicam que, em 2021, o nível de pobreza infantil alcançou um patamar recorde, considerando o período de crise social que se intensificou com a pandemia.
A taxa de crianças de até seis anos de idade abaixo da linha da pobreza chegou a alcançar cerca de 44,7% durante o ano passado. Isto é, o maior índice nos últimos dez anos, segundo o estudo.
Ademais, a alta vista foi de 8,6 pontos em comparação ao ano de 2020, quando o índice apresentou uma retração, chegando a 36,1%, o menor da série. Segundo os pesquisadores, isso se deu em razão do impacto positivo das parcelas de maior valor do Auxílio Emergencial.
O levantamento classificou o percentual de crianças de até seis anos e que residiam em lares em situação de pobreza quando em comparação ao restante da população de mesma faixa etária. Isto é, cerca de 17,5 milhões de pessoas.
Desse modo, são cerca de 45% das crianças de até seis anos do Brasil em situação de pobreza.
De acordo com a pesquisa, este grupo saltou de 6,4 milhões de indivíduos para 7,8 milhões em 2021, ou seja, o que representou uma alta de 22,6%.
Assim, mais de 1,5 milhão de crianças passaram a estar abaixo da linha da pobreza. Os estudiosos indicam que o número é igual, por exemplo, à população de uma cidade como Porto Alegre.



