“Eu nunca recebi parcela de R$ 1,2 mil no Auxílio Emergencial. Como faço para pegar retroativo?”. A pergunta em destaque é de Rosa Maria da Conceição , de 42 anos de idade. Assim como ela, outras mulheres que se dizem mãe solo garantem que também teriam direito ao retroativo do benefício, mas não receberam nada.
Ainda no último mês de janeiro, o Governo Federal liberou os pagamentos do retroativo do Auxílio Emergencial para pouco mais de 800 mil indivíduos. Em comum: todas as pessoas eram homens. São pais solteiros que receberam R$ 600 por mês nos primeiros repasses do programa ainda em 2020. Agora, eles ganharam o direito de pegar a diferença.
O Governo Federal teve que pagar o adicional para esse público por causa de uma decisão do Congresso Nacional. Ainda em junho de 2021, os parlamentares derrubaram um veto do presidente Jair Bolsonaro (PL) que impedia os pagamentos dobrados para este público. Com a derrubada, o Planalto teve que pagar a diferença.
De acordo com informações do Ministério da Cidadania, que é a pasta responsável pelos pagamentos, não há mais nenhum tipo de previsão de repasse de retroativo para nenhum público. Nem para as mulheres e nem mesmo para os homens. As diretrizes do Governo apontam que a última liberação foi mesmo a de janeiro.
O poder executivo argumenta que não pode anunciar novos repasses por um motivo simples: no início dos pagamentos do Auxílio Emergencial, ainda em 2020, as mães solteiras já receberam R$ 1,2 mil por mês. Dessa forma, não faria sentido que elas voltassem a receber o montante.



