Conforme dito em sua campanha, Luiz Inácio Lula da Silva iria dar continuidade ao programa assistencial Auxilio Brasil, retornando o nome para Bolsa Família. Essa não foi a única mudança: critérios de renda e deveres dos cidadãos beneficiados também foram alterados.
Desta vez, os objetivos do programa são mais amplos: além de acabar com a fome, também quer integrar políticas públicas, facilitando o acesso das famílias a direitos básicos como saúde, educação, assistência social e moradia.
Um movimento ao objetivo de promoção da saúde é a exigência de que as famílias beneficiadas pelo Bolsa Família mantenham as carteiras de vacinação atualizadas, de todos os integrantes, com todos os imunizantes previstos no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. O governo Bolsonaro (PL), havia retirado essa obrigatoriedade. O presidente Lula confirmou o retorno deste e de outros condicionantes.
Vacinação de crianças volta a ser obrigatória para o Bolsa Família
O governo afirmou que os beneficiários terão alguns compromissos, como:
- manter crianças de 4 a 5 anos com frequência escolar mínima de 60%;
- manter 75% de frequência escolar mínima para jovens de 6 a 18 anos de idade e para quem não concluiu a educação básica;
- fazer o acompanhamento pré-natal (no caso de gestantes);
- manter as carteiras de vacinação atualizadas da família inteira, com todos os imunizantes previstos no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.
Outra novidade incorporada ao Bolsa Família é o pagamento do adicional de R$ 150 por criança até 6 anos, já a partir deste mês de março, desde que as crianças comprovem a vacinação e a frequência escolar, quando em idade obrigatória. Também será cobrada a realização do pré-natal.
Vacina da Covid-19: aprovado o uso em crianças
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), aprovou em setembro do ano passado, a ampliação do uso da vacina para imunização contra Covid-19 em crianças entre 6 meses e 11 anos de idade. A aprovação permite o início do uso da vacina no Brasil para esta faixa etária.
Segundo a equipe técnica da Agência, as informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para as crianças.
A vacina para crianças entre 6 meses e 4 anos de idade tem dosagem e composição diferentes daquelas utilizadas para as demais faixas etárias. Para crianças entre 5 e 11 anos de idade, a dosagem aplicada é diferente.
Quando a vacina da Covid-19 deve ser aplicada nas crianças?
Os Estados aguardam uma definição do governo federal. A Secretaria de Saúde de São Paulo, por exemplo, disse ter requisitado 615 mil doses do imunizante ao governo, e aguarda envio para dar início à sua campanha.
No momento, o esquema vacinal está da seguinte forma:
- Bebês e crianças entre 6 meses e 2 anos e 11 meses de idade têm previsão de receber a vacina da Pfizer;
- Crianças de 3 e 4 anos estão recebendo Coronavac;
- A faixa acima de 5 anos pode tomar qualquer um dos dois imunizantes, Pfizer ou Coronavac.
Motivo de preocupação
Uma Nota conjunta das Sociedades Brasileiras de Pediatria (SBP), e de Imunizações (SBIm) disse que a carga da doença na população brasileira de crianças até 5 anos é relevante. Cita que, apenas em 2022, foram registradas 12.634 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave decorrente de covid com 463 mortes confirmadas.



