O último processo seletivo do Banco Central do Brasil (Bacen) ocorreu há dez anos. Nesse sentido, o atual presidente do órgão, Roberto Campos Neto, destacou a necessidade de recomposição do seu quadro de servidores.
Segundo Neto, então, o Bacen se encontra em um momento delicado em relação ao déficit de funcionários.
“O BC tinha algumas demandas para melhorar as condições dos funcionários que não foram aprovadas no fim do governo passado, o que gerou uma insatisfação dos servidores. Temos funcionários saindo todos os anos e estamos há muito tempo sem concurso, com áreas estranguladas”, destacou o presidente da instituição.
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Portanto, com a perda de vários servidores dentro de dez anos, o órgão precisa de receber novos a fim de repor estas saídas.
Presidente do Bacen conversou com governo
Campos Neto relatou, também que já discutiu sobre o tema com a ministra Esther Dweck. Isto é, líder do Ministério da Gestão em Inovação em Serviços Públicos, pasta responsável pela análise e autorização de novos editais federais.
“Conversei com a ministra da Gestão, Esther Dweck, precisamos de concursos”, pontuou.
Além disso, de acordo com o presidente da instituição financeira estatal, o órgão possui a necessidade da elaboração de medidas para manter a estrutura do banco em pleno funcionamento.
Nesse sentido, Campos Neto comentou sobre a implementação de um bônus por produtividade. Assim, este funcionaria de maneira semelhante à gratificação a auditores fiscais que da Receita Federal.
Sem uma valorização de carreira, muitos servidores da instituição saem para setores da iniciativa privada ou outros órgãos do Governo Federal. Portanto, a implementação da quantia seria positiva.
Durante a última segunda-feira, 03 de junho, funcionários da autarquia deram inicio a paralisações diárias dos serviços. Desse modo, os servidores reivindicam a criação de medidas para a reestruturação da carreira, novos concursos e implementação de um bônus de produtividade.
Ministra diz que concurso está em análise
Recentemente, a ministra Esther Dweck, solicitou uma coletiva de imprensa para anunciar a liberação de mais de 4 mil vagas em concursos federais neste ano de 2023. Contudo, o Banco Central do Brasil não estava entre as instituições contempladas.
De acordo com a líder do Ministério da Gestão em Inovação em Serviços Públicos, a liberação de um novo edital para o Bacen ainda se encontra em análise.
Em seu pedido, o Banco Central solicitou a liberação de 545 vagas, sendo elas para as seguintes carreiras:
- Técnico: 110 vagas;
- Analista: 410 vagas;
- Procurador: 25 vagas.
O posto de técnico do Banco Central possui a exigência de nível médio completo. Além disso, conta com uma remuneração inicial de R$ 8,5 mil já com o acréscimo dos R$ 658 referentes ao Auxílio Alimentação.
Para a carreira de analista, exige-se nível superior, independentemente da área de formação. A função, portanto, conta com um salário inicial de cerca de R$ 21 mil mensais.
Já para concorrer a uma das vagas para procurador, o candidato deverá possuir formação superior em Direito. Ademais, exige-se registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e três anos de experiência jurídica. O posto possui uma remuneração de mais de R$ 23 mil mensais.
A solicitação da instituição é de que os cargos sejam ocupados entre os anos de 2025 e 2026, sendo no primeiro ano contratados 205 cargos de analista, 55 de técnico e 13 de procurador. Então, no ano de 2026, haveria a convocação de 205 analistas, 55 técnicos e 12 procuradores.



