O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira (3) a sua decisão sobre os novos rumos da política monetária adotada no país. A entidade financeira elevou a taxa de juros de referência do país em 0,25 ponto percentual (p.p.), para o intervalo de 5% a 5,25%.
Em resumo, o Fed promoveu quatro altas consecutivas de 0,75 p.p. na taxa de juros em 2022. Após essa sequência, a entidade financeira desacelerou as altas, elevando os juros em 0,50 p.p.
Posteriormente, o Fed promoveu mais uma desaceleração, anunciando um reajuste mais leve, de 0,25 p.p. E isso se repetiu nos dois últimos encontros da entidade, um dos quais ocorreu nesta semana.
A elevação continua indicando certo alívio do aperto monetário no país, mas isso só é verdade em partes. Isso porque a taxa de juros nos Estados Unidos chegou ao maior patamar desde 2007, ou seja, o nível dos juros, apesar dos avanços bem leves, atingiu o seu maior ponto em mais de uma década e meia.
Embora os juros tenham subido pela décima vez consecutiva, a taxa veio em linha com as expectativas do mercado, que já esperava a manutenção da alta em 0,25 p.p.
Em suma, a inflação anual nos EUA vem perdendo força nos últimos meses, mas ainda se econtra em patamar bastante elevado.
No acumulado de 12 meses até junho do ano passado, a taxa estava em 9,1%, maior percentual das últimas décadas. Contudo, a inflação desacelerou no segundo semestre de 2022, e vem mantendo a trajetória decrescente em 2023, registrando uma taxa atual na casa dos 5%.
Aliás, essa desaceleração que está fazendo o Fed promover altas mais leves dos juros nos EUA, em vez de um maior aperto monetário.
Juros elevados enfraquecem inflação
Em todo o planeta, os bancos centrais elevam os juros com o objetivo de segurar a inflação nos países. Em síntese, política monetária apertada é sinal de juros elevados em diversos setores, ou seja, a população sofre com o seu poder de compra reduzido.
Esse cenário não é positivo para a economia, que sofre para se manter aquecida, já que a redução do consumo prejudica a atividade econômica dos países.
Apesar de negativa, a ação é vista como um “remédio amargo” para conter a taxa inflacionária. Por isso que os bancos centrais elevam os juros em períodos de inflação elevada, e isso explica as altas promovidas pelo Fed no ano passado, fazendo a taxa inflacionária perder força nos EUA.
Na verdade, isso acontece porque o aumento dos juros limita o avanço da chamada “inflação por demanda”, caracteriza pela alta dos preços de bens e serviços devido à procura elevada dos consumidores.



