Nesta terça-feira (1º), teve início mais uma reunião do Banco Central (BC) para definir os novos caminhos da política monetária do Brasil. O encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC dura dois dias e, ao fim desta quarta-feira (2), a autarquia fará o anúncio da nova taxa básica de juros do país, a Selic.
A maioria dos analistas do mercado financeiro acredita que a taxa terá o primeiro corte em dois anos. A expectativa é que a redução seja mínima, de 0,25 ponto percentual. Caso a previsão se confirme, a Selic passará de 13,75% para 13,50% ao ano.
Aliás, alguns analistas acreditam que o Banco Central poderá realizar um corte ainda maior, de 0,50 ponto percentual. Contudo, o consenso geral é que isso não irá acontecer, visto que a autarquia vem mantendo cautela quando o assunto é política monetária, ou seja, não deverá promover um corte mais intenso na sua primeira redução.
Juros estão no maior patamar desde novembro de 2016
Atualmente, a taxa Selic está no maior patamar desde novembro de 2016, quando os juros estava em 14,00% ao ano. Em suma, o BC manteve a taxa estável nas últimas sete reuniões, sucedendo 12 altas consecutivas dos juros no Brasil. A saber, este foi o maior ciclo de aumento de juros já promovido pelo Banco Central.
Em resumo, o BC começou a apertar a política monetária no país em março de 2021, quando elevou pela primeira vez a taxa Selic. Daquele mês até agosto de 2022 houve apenas altas nos juros, que acabam corroendo a renda da população brasileira.
Ao atingir o maior patamar em quase seis anos, o BC entendeu que os juros estavam segurando a inflação no Brasil. Inclusive, a taxa inflacionária, que chegou a superar 10% em 2021, perdeu força em 2022 e encerrou o ano abaixo de 6%. Ainda assim, ambas ficaram acima da meta definida para aqueles anos. Por isso que os juros continuaram elevados no Brasil.
Taxa Selic limita crescimento da inflação no país
O principal objetivo do Copom ao elevar a Selic é segurar a inflação do país. Em suma, uma Selic mais alta puxa consigo os juros praticados no país, reduzindo o poder de compra do consumidor. Como consequência, desaquece a economia do país, limitando o avanço da chamada “inflação por demanda”.
Quando a Selic sobe, encarece o crédito, reduzindo a busca das pessoas por empréstimos. Dessa forma, o consumo tende a diminuir, uma vez que a população passa a ter menos dinheiro em mãos.
Como a demanda diminui, os preços começam a cair, desacelerando a inflação, mas isso só acontece com o tempo. Por isso que o Banco Central manteve a taxa Selic estável nos últimos meses, apesar da desaceleração da inflação no país.



