No decorrer dos últimos dias, alguns bancos públicos e privados anunciaram oficialmente a suspensão temporária do consignado para segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão pegou o Governo Federal de surpresa, e agora existe uma força tarefa para que as instituições retomem o crédito o mais rápido possível.
Os esforços, aliás, devem trazer algum resultado já em um curto prazo. Informações de bastidores indicam que representantes de bancos que suspenderam o consignado estão dispostos a conversar com membros do Governo Federal. Caso a taxa de juros seja alterada mais uma vez, eles poderão voltar a oferecer o sistema do consignado em seus portfólios.
Em entrevista concedida nesta semana, o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Sidney Oliveira falou sobre o assunto. Depois de uma reunião privada com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, Oliveira disse que existe uma disposição pelo diálogo para que os pontos sejam resolvidos o quanto antes.
“Nós precisamos sair dessa impasse. Há toda uma disposição da Febraban e do setor bancário para que nós possamos encontrar o patamar que possa de um lado atender a um anseio do governo e de outro lado permitir a viabilidade econômica de crédito consignado”, disse o presidente da Febraban em entrevista.
“O patamar (da taxa de juros) fixado pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) de 1,70% ao mês não atende a estrutura de custo dos bancos. Tanto não atende que os bancos públicos também interromperam a concessão do consignado, ou seja, Banco do Brasil e Caixa interromperam porque não conseguem suportar com a taxa de 1,70%”, completou ele.



