O Governo Federal entrou de vez em uma espécie de corrida contra o tempo para tentar definir o futuro do Bolsa Família. De acordo com a avaliação de técnicos ouvidos por veículos de imprensa, eles possuem um pouco mais do que um mês para resolver a questão do parcelamento dos precatórios.
Para quem não sabe, esses são nada mais do que dívidas que o Palácio do Planalto tem com pessoas físicas, jurídicas, estados e municípios. São despesas que não são mais passíveis de recurso. Em 2022, elas deverão somar quase R$ 90 bilhões. O poder executivo quer portanto conseguir a liberação para parcelar esse gasto.
De acordo com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, caso eles consigam isso, poderão achar espaço no orçamento para aumentar o tamanho do Bolsa Família. É justamente por isso que se entende que um assunto tem total relação com o outro. A questão é que eles estão ficando sem tempo.
Nesta semana, Guedes se reuniu com os Presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Aparentemente os três saíram confiantes deste encontro. Recentemente, eles vinham dizendo que o Governo precisava resolver todas essas questões até o final do próximo mês de outubro.
É que além de tudo, o Planalto teme que encontre dificuldades para aprovar a matéria. Acontece que boa parte dos deputados de oposição estão dizendo que essa manobra de parcelamento de precatórios seria uma pedalada fiscal ou mesmo um calote. Estamos diante portanto de um projeto polêmico.



