O Bolsa Família vem passando por mais fiscalizações de se cadastro.
Portanto, de acordo com dados do Governo federal, entre os meses de março a novembro deste ano, cerca de 8,32 milhões de pessoas deixaram de receber as parcelas. Isso ocorreu em razão da identificação de irregularidades em seus cadastros.
Desde o mês de fevereiro deste ano, o Governo Federal vem trabalhando para reforçar o combate a fraudes e irregularidades dentro da folha de pagamento do auxílio.
Nesse sentido, implementou novas medidas de Qualificação Cadastral a fim de fornecer uma maior eficiência no repasse dos recursos públicos desde o mês de março.
Entre elas se encontram os processos de:
- Averiguação Cadastral Unipessoal;
- Averiguação Cadastral de Renda; e
- Revisão Cadastral.
A aplicação destas medidas tem o objetivo de verificar se os beneficiários se encontram de acordo com os critérios de participação do Bolsa Família.
Até o final deste ano de 2023, a gestão espera alcançar a marca de R$ 3,5 bilhões repassados a estados e municípios do país, para a atualização do CadÚnico.
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Contudo, mesmo com estas suspensões, o benefício seguiu chegando em novos beneficiários.
Bolsa Família incluiu novos beneficiários
Durante o mesmo período, o Ministério do Desenvolvimento Social, pasta responsável pela coordenação do Bolsa Família, incluiu 2,66 milhões de pessoas.
A entrada de novos beneficiários, então, foi possível por meio do processo de busca ativa de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Isto é, que possuíam o direito de receber os valores da assistência, mas que ainda se encontravam fora do programa.
Segundo a pasta, a inclusão de novos beneficiários se tornou possível após o aumento da fiscalização das informações presentes no Cadastro Único (CadÚnico). Trata-se do principal banco de dados sociais do Governo Federal.
Assim, a entrada de novos cidadãos na folha de pagamento do Bolsa Família e de outros 30 programas sociais ocorre de acordo com as informações do sistema. Este, portanto, serve para identificar pessoas que se enquadrem nos critérios do benefício.
Dessa forma, é possível direcionar os recursos do programa assistencial para quem realmente mais precisa.
Governo identificou falhas
No fim do ano de 2022, ainda durante a transição para o novo mandato do Lula, ocorreu um diagnóstico da situação do Cadastro Único e de outros programas federais.
Assim, após a realização do procedimento, foi possível identificar divergências de renda e de composição familiar das unidades do Auxílio Brasil, ou seja, o benefício da época.
Ademais, a Controladoria Geral da União (CGU) também indicou a presença de uma série de incongruências no outro programa. Na época, houveram falhas no processo do acompanhamento mensal da medida, que acabaram acarretando ao pagamento irregular de R$ 3,89 bilhões.
Um dos principais problemas foi o crescimento expressivo do número de famílias unipessoais. Isto é, aquelas com um só membro.
Além das medidas de fiscalização, o Ministério do Desenvolvimento Social efetuou o cruzamento de informações do CadÚnico com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Assim, isso possibilitou a correção da renda de diversos grupos familiares que se vinham recebendo as parcelas do Bolsa Família.



