Nos 100 primeiros dias do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva o presidente do Brasil retornou com o programa Bolsa Família. Tratava-se de uma de suas principais promessas eleitorais.
Desse modo, o benefício já conta com números expressivos no que se refere à quantidade total de participantes. A expectativa é que deva crescer ainda mais dentro dos próximos anos de governo.
Contudo, isso deve ocorrer somente a partir do mês de junho deste ano.
O novo desenho do principal programa de transferência de renda do Governo Federal irá contar novas cotas extras. Isto é, sento o pagamento de uma quantia complementar de R$ 50 a crianças e adolescentes entre 07 e 18 anos de idade e também para gestantes.
Assim, membros do Ministério do Desenvolvimento Social já informaram que o sistema da Caixa Econômica Federal, banco estatal responsável pela operacionalização financeira do benefício, vem passando por atualizações. Então, a disponibilização da quantia aos cidadãos que fazem parte da medida ocorrerá a partir do mês de junho.
De acordo com estimativas da atual gestão, com o pagamento do complemento, o valor médio do Bolsa Família irá chegar aos R$ 714. Atualmente, a quantia mensal de cada unidade familiar gira em torno dos R$ 670.
No fim do ano de 2021, momento em que o Auxílio Brasil substituiu o programa, o valor médio do benefício era de R$ 242 mensais.
“O programa é generoso, mas tem que ter lastro fiscal. Isso ainda tem que ser esclarecido para os próximos anos. Os R$ 714 é recorde, mas, se o programa fosse mais bem focalizado, teria um efeito ainda maior no PIB e na redução da pobreza”, destacou o economista e diretor do FGV Social, Marcelo Neri.
Bolsa Família ou Auxílio Brasil?
Segundo especialistas do setor econômico e social, uma das principais deficiências do Auxílio Brasil, foi a adoção de um valor único para todos. Isto é, trata-se de um formato de pagamento que acabou contribuindo para o aumento da desigualdade entre as famílias mais vulneráveis economicamente.
Na antiga versão do Bolsa Família, o valor da medida estava vinculado ao número de filhos e também da faixa de renda de cada cidadão.
Já no benefício da gestão de Bolsonaro, a quantia não levava em consideração o número de membros da unidade familiar. Assim, realizava o pagamento dos mesmos R$ 600 para todos os participantes. Isso ocorria independente se faziam parte de uma família unipessoal, ou seja, de uma só pessoa, ou de um grupo com mais membros.
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Então, com a redesenho do Bolsa Família, a manutenção do valor mínimo de R$ 600 permaneceu, Contudo, a nova gestão vem implementando novos benefícios que direcionem um número maior de recursos para os que mais necessitam.
Bolsa Família tem novas cotas
Com o novo formato do programa, o objetivo é distribuir melhor a renda.
Nesse sentido, houve a criação do complemento de R$ 150 para famílias que possuem crianças de 0 a 6 anos em sua constituição. Além disso, também criou-se os R$ 50, que começarão a partir de junho deste ano.
Especialistas do setor econômico consideram as alterações como um avanço. Isto é, já que estas irão contribuir para a melhora da efetividade e eficiência do programa social no país.



