O empréstimo consignado do Auxílio Brasil está passando por ajustes atualmente. No entanto, alguns detalhes muito importantes parecem estarem longe de serem resolvidos. Na última segunda-feira (08), o presidente Jair Bolsonaro defendeu o crédito aos beneficiários do programa na Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
A defesa do presidente se trata da liberação do crédito por meio das instituições financeiras nacionais, tendo em vista que a maior parte dos bancos negaram a operação do empréstimo consignado.
Segundo a justificativa das instituições, a operação do microcrédito aos beneficiários do Auxílio Brasil é inviável, pelo grande risco do estimulo ao endividamento dessas pessoas, por se encontrarem em situação de vulnerabilidade.
Até o momento, os bancos Bradesco, Itaú e Santander já decidiram que não participarão da ação. De acordo com o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior “como é de taxa de juros muito alta, como é uma operação em que as pessoas terão o auxílio por período definido, nós entendemos que é melhor não operar na carteira, pois estamos falando de vulneráveis”, afirmou.
Decisões com relação as possíveis taxas de juros do empréstimo, ainda precisam ser ajustadas. Informações dos bastidores apontam que as taxas podem ser até 3 vezes mais alta que as demais propostas de crédito.
Até o momento, é sabido que o benefício voltará para seu valor original (R$ 400) em 2023, o que pode ser inviável para aqueles que contratarem o crédito, tendo em vista que não terão condições de garantir o básico para o dia a dia.



