A probabilidade de um brasileiro sofrer uma tentativa de infecção de um vírus de computador é de 26,92%. O dado é do último Relatório de Risco Global para PC da Avast, uma fornecedora de programa de antivírus.
A boa notícia é que a média do Brasil é ligeiramente menor que a global. No entanto, o lado ruim é que a chance de alguém “esbarrar” em um malware, como são chamados os vírus de computador, enquanto navega na internet continua numa crescente. Ano após ano, o risco de infecção aumenta globalmente e no Brasil, segundo a Avast.
LEIA MAIS: Hackers poderão utilizar tecnologia para ferir ou matar seres humanos até 2025
A internet foi uma espécie de “salva-vidas” durante o período de pandemia, permitindo que as pessoas se mantivessem conectadas com amigos e familiares. Boa parte delas até conseguiu estudar e trabalhar remotamente. Obviamente, os cibercriminosos aproveitaram a maior dependência da internet para cometer crimes.
A Avast percebeu uma variedade de campanhas personalizadas aproveitando esse aumento de atividades no universo digital. Exemplos não faltam, como ataques relacionados à covid-19, campanhas de sextorsão (ameaças de divulgação de fotos íntimas), spyware (vírus que espionam pessoas) e sequestros de dados (ransomware).
O relatório também analisa a possibilidade dos usuários enfrentarem ameaças “avançadas”, que é de 5,46% no Brasil, quase um ponto percentual maior que a média global. A Avast define essas ameaças como mais sofisticadas ou nunca vistas antes, projetadas para contornar as tecnologias comuns de proteção que são incluídas em software de segurança.
Regiões e países mais afetados por malwares
As 10 principais regiões brasileiras, onde os usuários domésticos correm mais risco de encontrar ameaças, são:
| Todas as Ameaças
10 Principais Regiões no Brasil, com Maior Risco para Usuários Domésticos |
Ameaças Avançadas
10 Principais Regiões no Brasil com Maior Risco para Usuários Domésticos |
|
|
Já no mundo, a probabilidade de um usuário doméstico encontrar qualquer tipo de malware para PC é de 29,39%, o que representa um aumento de cerca de 5% em relação ao ano anterior. As chances dos usuários serem alvo de uma ameaça avançada são menores, mas a proporção é semelhante a todas as ameaças, com os consumidores tendo 5% de chance de encontrar uma ameaça avançada (4,61% no ano anterior).



