De acordo com o Banco Central (BC), cerca de R$ 2,2 bilhões em recursos referentes a grupos de consórcios ainda estão disponíveis para saque por seus donos. O consórcio é uma opção adotada pelos brasileiros para realizar sonhos ou projetos, por exemplo.
Os dados foram divulgados através do Panorama do Sistema de Consórcio, divulgado pelo BC no fim do mês de dezembro. Lembrando que as informações são referentes a contratos existentes até o fim de 2021.
De onde vem o dinheiro?
Na prática, os valores correspondem a juros, multas, rendimentos ou rateio do fundo de reserva que não foram movimentados após a contemplação do beneficiário ou fim do grupo.
De acordo com a Lei dos Consórcios, as administradoras podem cobrar uma taxa sobre o que não foi resgatado. Neste sentido, a arrecadação somou R$ 943 milhões com a taxa no ano passado.
Conforme o levantamento, até 2021, foram registradas 8,48 milhões de cotas ativas em consórcios. Desses, 4,02 milhões são de automóveis, 2,38 milhões de motocicletas, 1,28 milhão de imóveis e 867 mil para outros bens e serviços.
No que se refere a inadimplência, ficou em 2,5%. A porcentagem representa um recuo, considerando 2,54% em relação aos registrados de 2020. Assim, o valor médio dos créditos somou R$ 55,3 mil, com uma alta de 28% frente ao ano anterior.
Como resgatar os valores “esquecidos”?
Normalmente, quando o consórcio em grupo é encerrado, as empresas têm 60 dias para informar a existência dos recursos no fundo comum, sendo de participantes contemplados ou não. Por sua vez, os participantes devem solicitar os valores em até 30 dias após a notificação.



