A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados rejeitou um projeto de lei que previa o aumento no tamanho do Bolsa Família. Entre outras coisas, o texto vinculava o salário mínimo vigente ao processo de definição dos limites de renda per capita e consequentemente dos números de pobreza e de extrema-pobreza.
Caso aprovado, o projeto poderia expandir o número de pessoas aptas ao recebimento do Bolsa Família do Governo Federal. Em outubro do ano passado, estima-se que pouco mais de 14 milhões de brasileiros tenham recebido os valores. O montante poderia ser aumentado caso o texto fosse aprovado pelo Congresso Nacional.
“Caso seja instituída essa vinculação, será ampliado constantemente o número de pessoas que poderão ter direito aos benefícios, sem que se tenha a correspondente fonte para custear todos”, disse o deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR), que foi o relator da proposta em questão. Ele recomendou a rejeição do projeto.
Oficialmente o Bolsa Família chegou ao fim ainda em outubro do ano passado. Entretanto, especialistas na área jurídica afirmam que em caso de aprovação, o texto poderia obrigar o Governo a pagar uma espécie de retroativo para as pessoas que, em tese, deveriam ter recebido o montante, e não ganharam nada.
O projeto que tem autoria da ex-deputada Angela Portela (RR) previa alterar a lei do extinto Bolsa Família. Segundo informações oficiais da própria Câmara dos Deputados, como o texto foi rejeitado pela única comissão designada para a análise, a proposta será oficialmente arquivada, ou seja, deixará de ser discutida.



