O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta terça-feira (20) que ainda “não há uma decisão definitiva” sobre o período de tempo do projeto de barateamento dos carros populares. A declaração pegou membros do Ministério da Fazenda de surpresa. Eles defendem que o programa seja o mais breve possível.
Quando foi desenhado inicialmente por Alckmin, o programa de barateamento do carro popular previa uma duração de um ano. Contudo, depois da intervenção do Ministério da Fazenda, ficou definido na Medida Provisória (MP) que o projeto não pode durar mais do que quatro meses, a contar do início de junho.
Além disso, a equipe do Ministro Fernando Haddad também definiu que o programa pode chegar ao fim assim que os R$ 500 milhões destinados para a MP forem totalmente utilizados.
Por esta regra, quando as montadoras usarem todo o saldo disponível, o projeto chegará ao fim, mesmo que este movimento ocorra antes dos quatro meses estabelecidos anteriormente.
Hoje, a avaliação interna do Palácio do Planalto é de que por esta lógica, o programa de barateamento dos carros populares não deverá durar muito mais do que um mês. Reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo no final da última semana indica que as montadoras já usaram mais de 60% do saldo.
A declaração de Alckmin
A nova declaração de Alckmin assustou membros do Ministério da Fazenda, porque esta é a primeira vez que um membro do Governo Federal admite publicamente que existe a possibilidade de prorrogação do programa de barateamento dos carros populares.
O que disse Alckmin:
“Isso vai ser decidido um pouco mais para frente. Provavelmente, essa não é uma decisão definitiva, mas provavelmente acabou os R$ 500 milhões, acabou o programa, o estímulo. Vai continuar o do caminhão e do ônibus porque esse é mais demorado, porque você tem que retirar da rua o caminhão antigo ou ônibus antigo para renovar a frota. Mas essa é uma decisão um pouquinho mais a frente.”

Recentemente, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) disse que não há mais espaço no orçamento para manter o programa por mais tempo. Ele argumentou que a ideia é reduzir os preços dos carros artificialmente, até que o Banco Central (BC) decida reduzir os juros, o que poderia provocar uma redução natural dos preços dos veículos.


