Na última terça-feira, 18 de julho, a Secretaria Geral da Presidência da República avançou em uma das pautas do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
A secretaria, então, é gestora do Programa Diogo Sant’Ana Pró-Catadoras e Pró-Catadores para a Reciclagem Popular, junto de outros órgãos e entidades. Assim, estes realizaram a aprovação da elevação da alíquota de importação incidente sobre plásticos, vidros e papel.
Portanto, o plástico, que conta com uma taxa de 11,2%, passará a ter sua importação taxada em 18%. Já vidros e papel, que anteriormente não apresentavam nenhuma tributação, passam também a contar com uma taxa de 18%.
“A elevação das alíquotas do imposto de importação sobre a entrada de resíduos no Brasil é uma vitória dos catadores. Uma medida do governo federal que fortalece a cadeia nacional de reciclagem de resíduos sólidos e o trabalho dos catadores”, destacou o ministro da Secretaria Geral, Márcio Macêdo.
A secretária adjunta da Secretaria Geral, Tânia Oliveira, atua como a coordenadora do projeto. Ela, então, reiterou que a importação destes materiais sem a cobrança de tributação é um dos principais motivos do baixo valor dos resíduos sólidos. Isto é, o que faz com que a renda dos catadores caia de maneira drástica.
“Havia uma demanda desses trabalhadores e trabalhadoras no sentido de acabar com essa desoneração, e a pedido do presidente Lula criamos um Grupo Técnico de Trabalho para tratar deste tema”, pontuou a mesma.
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Formação de grupo de trabalho
Através da portaria 22, do dia 05 de julho de 2023, a secretaria geral instituiu a formação de uma equipe de trabalho, no âmbito do Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis (CIISC).
Portanto, a finalidade é de formar um conjunto de “normativa/s capaz/es de apontar caminhos para os problemas decorrentes da importação de resíduos sólidos e da carga tributária sobre os materiais coletados e comercializados pelas organizações de catadores e catadoras“.
O grupo foi elaborado com o objetivo de mostrar, dentro do prazo de 20 dias, resultados obtidos. Até o momento, foram realizados dois encontros, estando o terceiro já agendado para a próxima sexta-feira, 21 de julho.
O resultado até agora reflete o compromisso do Governo Federal em atuar de maneira articulada, em conjunto com diferentes pastas ministeriais, para criar soluções a vários setores da sociedade.
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“A medida vai entrar em vigor no dia 1º de agosto e corresponde ao compromisso assumido pelo presidente Lula no dia 13 de fevereiro de 2023, quando recriou o programa Pro-Catador, afirmando a necessidade de valorização dessa categoria de trabalhadores e trabalhadoras tão essenciais para o nosso desenvolvimento econômico sustentável”, pontuou a coordenadora do programa, Tânia Oliveira.
Catador tem que recolher 18,5 mil latinhas para ter salário mínimo
Recentemente, saiu um levantamento do site do Mercado Mineiro, acerca da região Metropolitana de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais.
Neste local, então, para que um catador consiga uma quantia referente a um salário mínimo, ou seja, de R$ 1.320 atualmente, precisa recolher 18.464 latas. Número este que representa aproximadamente 246 quilos de material reciclável.



