Criada ainda nos anos 1990, a tecnologia Bluetooth promoveu uma revolução no campo da comunicação sem fio de curto alcance entre dispositivos, permitindo a transferência de dados como arquivos, fotos, vídeos ou músicas usando radiofrequência. No entanto, a Check Point Software Technologies, fornecedora de soluções de cibersegurança, adverte que o bom funcionamento do Bluetooth não significa que esta tecnologia está isenta de vulnerabilidades. Eles apontam que há risco de que os cibercriminosos acessem dados dos dispositivos por meio de conexões Bluetooth.
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A tecnologia Bluetooth surgiu como uma solução para problemas de conectividade de cabos. Durante anos foi uma das grandes inovações e começou a ser usada em computadores, aparelhos celulares, laptops, tablets, TVs, entre outros. Consoles de videogames usam o Bluetooth para conectar seus controles. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, hoje a tecnologia é mais usada no pareamento de dispositivos vestíveis como relógios inteligentes.
O que o consumidor não pode pensar é que esses tipos de conexões não representam qualquer perigo para a integridade dos dados armazenados nos dispositivos. A Check Point lembra que, na realidade, podem se tornar uma violação de segurança com grande potencial de modo a permitir que um cibercriminoso acesse uma grande quantidade de informações sobre sua vítima.
Embora as novas versões desta tecnologia tenham encriptação de dados, a verdade é que continuam vulneráveis. Lançar ataques contra esse tipo de conexão pode gerar grandes lucros aos cibercriminosos devido ao grande número de computadores que utilizam essa tecnologia. De fato, estima-se que até o final deste ano o número total de dispositivos equipados com Bluetooth ultrapassará 5 bilhões.
O risco no uso do Bluetooth
A Check Point Software aponta os principais problemas de segurança apresentados pelo Bluetooth:
BIAS (Bluetooth Impersonation AttackS): Este tipo de ataque permitiria que um cibercriminoso pudesse se passar por um usuário de um dispositivo e se conectar a outro para lançar seu ataque. Ao emparelhar dois computadores, ocorre uma troca de chaves para estabelecer esse link, uma das quais é utilizada para que, diante de interações subsequentes, os dispositivos se reconheçam rapidamente. Este tipo de ciberataque aproveita esse código, que não varia, para se passar por um dos computadores e estabelecer uma conexão com o outro, e assim poder assumir o controle do dispositivo que foi enganado. De fato, algumas pesquisas já mostraram que essa ameaça pode afetar milhões de dispositivos móveis.



