O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), órgão responsável por estabelecer as diretrizes do uso da Internet no País, está cético quanto à transparência do WhatsApp no seu processo de estabelecer uma nova Política de Privacidade. A empresa anunciou, no começo do ano, que iria compartilhar os dados de seus usuários com o Facebook, empresa a qual o aplicativo de mensagens pertence.
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A medida trouxe preocupação não só aos brasileiros, mas também a entidades de defesa do consumidor, ao poder judiciário e também ao legislativo. Diversas organizações emitiram comunicados se posicionando contrariamente a decisão, pois não estava claro o que poderia ser compartilhado entre WhatsApp e Facebook.
Após realizar reuniões entre seus conselheiros e representantes das plataformas, o CGI.br aponta que a modificação traz mudanças significativas no relacionamento entre WhatsApp e seus consumidores. Além disso, elas levantam questões sobre o direito à privacidade e proteção de dados dos usuários, algo garantido pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O CGI.br lembrou que o WhatsApp é usado por brasileiros e por isso recomenda que a empresa assegure a continuidade dos serviços, inclusive para os usuários que rejeitaram o compartilhamento de seus dados com as empresas do grupo Facebook.
Além disso, o órgão ainda recomenda que o WhatsApp tome providências urgentes para aumentar os mecanismos de transparência de seus serviços no que concerne ao cumprimento da legislação brasileira, em especial, a LGPD. O CGI.br quer que o aplicativo demonstre as formas como assegura as proteções de seus usuários no Brasil.
Outras recomendações
Os pedidos do Comitê Gestor da Internet não param por aí. Como o WhatsApp ainda pede para que os usuários aceitem a solicitação dos novos termos, a entidade quer que o app pare com isso. O CGI.br defende que a empresa espere a decisão dos órgãos competentes que ainda discutem o assunto. Isso inclui a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o Ministério Público Federal (MPF) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).



