Etapa final que sintetiza e reafirma o desenvolvimento do texto
A conclusão de uma redação é o parágrafo que conecta o que foi apresentado na introdução e no desenvolvimento do texto. Partindo do princípio de que a estrutura de uma redação deve ter introdução, desenvolvimento e conclusão, esses três pontos devem estar bem alinhados, sem contradições.
Portanto, a conclusão de uma redação corresponde ao parágrafo final, com poucas linhas, que contém a reafirmação do raciocínio desenvolvido. Tem como características ser uma síntese do que foi apresentado, confirmando a posição abordada no texto.
Como fazer a conclusão de uma redação
Depois de ter feito a introdução e desenvolvido o tema, é na conclusão de uma redação que deve estar o resumo do que foi escrito, de maneira objetiva, fazendo uma conexão com todo o texto.
A melhor forma de se fazer a conclusão de uma redação é apresentar sugestões de soluções que, inclusive, são bem aceitas nas redações Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
Para iniciar uma conclusão, pode-se usar alguma conjunção conclusiva como: logo, portanto, assim, por isso, em vista disso, conseguinte, etc.
Para exemplificar, veja como exemplo uma redação que tirou nota mil no Enem:
Publicidade infantil em questão no Brasil
Introdução
Desde o início da expansão da rede dos meios de comunicação no Brasil, em especial o rádio e a televisão, a mídia publicitária tem veiculado propagandas destinadas ao público infantil, mesmo que os produtos ou serviços anunciados não sejam destinados a este. Na década de 1970, por exemplo, era transmitida no rádio a propaganda de um banco utilizando personagens folclóricos, chamando a atenção das crianças que, assim, persuadiam os pais a consumir.
Desenvolvimento
É sabido que, no período da infância, o ser humano ainda não desenvolveu claramente seu senso crítico, e assim é facilmente influenciado por personagens de desenhos animados, filmes, gibis, ou simplesmente pela combinação de sons e cores de que a publicidade dispõe. Os adolescentes também são alvo, numa fase em que o consumo pode ser sinônimo de autoafirmação. Ciente deste fato, a mídia cria os mais diversos produtos fazendo uso desses atributos, como brindes em lanches, produtos de higiene com imagens de personagens e até mesmo utilizando atores e modelos mirins nos comerciais.
Muitos pais têm então se queixado do comportamento consumista de seus filhos, apelando para organizações de defesa dos direitos da criança e do adolescente. Em abril de 2014, foi aprovada uma resolução que julga abusiva essa publicidade infantil, gerando conflitos entre as empresas, organizações publicitárias e os defensores dos direitos deste público-alvo.
Entretanto, tal resolução configura um importante passo dado pelo Brasil com relação ao marketing infantil. Alguns países cujo índice de escolaridade é maior que o brasileiro já possuem legislação que limita os conteúdos e horários de exibição dos comerciais destinados às crianças. Outros, como a Noruega, proíbem completamente qualquer publicidade infantil.
Conclusão
A legislação brasileira necessita, portanto, continuar a romper com as barreiras impostas pela indústria publicitária, a fim de garantir que o público supracitado não seja alvo de interesses comerciais por sua inocência e fácil persuasão. No âmbito educacional, as escolas devem auxiliar na formação de cidadãos com discernimento e capacidade crítica. Desta forma, é importante que sejam ensinados e discutidos nas salas de aula os conceitos de cidadania, consumismo, publicidade e etc., adequando-os a cada faixa etária.



