O transporte por aplicativo já faz parte da vida da maioria das pessoas. A facilidade em solicitar um veículo aonde estiver, por meio do celular, com um preço em conta, atraiu e fidelizou uma boa parte da população. Hoje, carros de aplicativos fazem parte do cenário urbano, e o que não falta são opções – em cidades maiores, o consumidor pode escolher entre várias empresas de transporte.
“Explosão” de plataformas de mobilidade
Mesmo antes da pandemia, houve uma grande ascensão das plataformas por aplicativos, sendo o exemplo mais conhecido, a Uber. Com o desenrolar da pandemia da Covid-19, a insegurança financeira causada pela crise econômica levou muitos a trabalharem para um aplicativo de transporte.
Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicada no site O Povo, o aumento dos empregos não tradicionais (como autônomos e trabalhadores temporários) tem crescido continuamente devido ao avanço tecnológico que facilita mais contratações de curto prazo. E mesmo quem já estava empregado, sofreu com a queda em sua renda e falta de estabilidade em seus empregos.
A pesquisa ainda relata que no Brasil, aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores estão em atividades no setor de transporte de passageiros e de mercadorias por aplicativo. Há cinco anos, em 2016, esse número era de 870 mil. E não é pra menos: em São Paulo, por exemplo, 76% das pessoas usam algum tipo de transporte por aplicativo.
Se você considera ser motorista de aplicativo, seja para complementar a renda ou por tempo integral, é importante conhecer antes tudo o que isso envolve, para que seu esforço realmente compense. Continue lendo!
Como deve ser o veículo utilizado?
As exigências variam um pouco em cada uma das plataformas de transporte. Conheça a seguir as principais empresas atuando hoje e suas principais exigências.
Uber
A Uber conta com diferentes categorias. Algumas delas exigem carros mais simples (e suas viagens são mais baratas para os passageiros), enquanto outras são mais sofisticadas. São elas:
UberX:
Aceita carros fabricados a partir de 2008. Os modelos devem ter 4 portas, mínimo de 5 lugares e ar-condicionado.
Uber Select:
Aqui, temos as mesmas exigências do UberX, exceto o ano de fabricação, que deve ser a partir de 2014. A viagem é um pouco mais cara para o passageiro, mas que também rende cerca de 20% a mais para o motorista parceiro. Também, a seleção de modelos de veículos passa a ser mais rigorosa. Veja a lista no site da Uber.
Uber Black:
Neste último nível, as exigências sobem de patamar. Além dos requisitos das outras duas categorias, também é preciso contar com modelos SUV ou sedã na cor preta. Na parte interna, os carros obrigatoriamente devem ter bancos de couro, o que deve ser comprovado para que a plataforma aceite o cadastro do motorista na categoria.
Em relação ao ano de fabricação, a Uber Black tem uma variação conforme o modelo. Confira a lista completa aqui.
Uber Eats:
Transporta refeições ao invés de pessoas. É interessante para quem já transporta refeições para outras plataformas, pois não é necessário exclusividade. Assim, você aumenta a oportunidade de ganhos.
Atente que nenhuma categoria da Uber aceita carros com adesivos, assim como camionetes, vans e veículos com placa vermelha.



