O sistema de pagamento instantâneo Pix revolucionou a forma como transferências e transações financeiras são realizadas, sendo que hoje é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros com apenas três anos de existência. No entanto, a popularidade e simplicidade chamou a atenção de cibercriminosos que tiram proveito do sistema para seus golpes.
Neste contexto, a Kaspersky explica dois exemplos de golpes e dá dicas para evitar ser vítima deles. O primeiro é o “robô do Pix”, golpe em que os criminosos se aproveitam da busca por retornos financeiros rápidos para enganar e persuadir aqueles que estão mais desatentos.
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Utilizando engenharia social, eles entram em contato por mensagem ou anúncios em redes sociais e oferecem oportunidades de investimento com rendimentos exorbitantes em troca de um Pix para uma conta desconhecida.
A ideia é a vítima oferecer um dinheiro como “caução”, que será devolvido após iniciar as transações, e a promessa de ganhos fáceis é tão tentadora que muitas pessoas acabam cedendo à pressão psicológica criada pelos golpistas. Uma vez que eles conseguem uma quantia significativa da vítima, cortam contato.
Esse tipo de golpe não é novidade e vive viralizando nas redes sociais, mudando apenas de nome. Ou mesmo repetindo após um submergir por um tempo, como o “Urubu do Pix”, esquema tenta fazer com que as vítimas acreditem que, ao enviar a quantia em dinheiro indicada, terão retornos imediatos de até 1000%. Por exemplo, se você transferir R$ 200 via Pix aos golpistas, o suposto investimento lhe retornará R$ 2.000.
Golpe do falso pagamento com boletos e ofertas enganosas
A engenharia social também é utilizada para convencer as vítimas de que estão fazendo um pagamento legítimo, quando na verdade estão transferindo dinheiro diretamente para as mãos dos golpistas. Os criminosos criam boletos falsos ou apresentam ofertas tentadoras, incluindo descontos especiais e solicitam o pagamento por meio do Pix, alegando ser o método mais rápido e fácil.
No exemplo identificado pela Kaspersky, os criminosos disfarçaram o golpe em uma conta de telefone e internet. A única novidade é a presença do QR code como opção de pagamento. Um detalhe mostra que, para os criminosos, a nova opção de pagamento tem a preferência, pois é oferecido um suposto desconto de 5% se o pagamento usar esse método.

Esse já é um caso um pouco mais ardiloso e, para evitar cair nessa armadilha, é fundamental verificar cuidadosamente a origem do boleto ou da oferta. Sempre confirme as informações com fontes confiáveis, como os sites oficiais das empresas ou instituições envolvidas. Além disso, evite clicar em links suspeitos ou fornecer informações sensíveis em resposta a mensagens não solicitadas.



