As duas principais operações de crédito para pessoas físicas (PF) são as que envolvem o financiamento para a compra de um carro novo e da casa própria. Esse tipo de financiamento é que foi mais afetado pelo aumento da taxa Selic provocado pelo Banco Central (BC). Processo que começou no mês de março do ano passado.
E as perspectivas não são otimistas, já que o custo do acesso ao crédito deve continuar a subir. Analistas ouvidos pelo UOL afirmam que, com a inflação ainda acelerada, o BC tende a continuar a subir a Selic, atualmente em 10,75% ao ano. Dessa maneira, as taxas de juros do financiamento para compras de novos carros e para fins imobiliários, também ficarão mais altas.
A verdade é que hoje em dia já está bem mais caro financiar uma casa ou veículo, com a grande probabilidade de continuar aumentando.
Os números do BC mostram a escalada: Taxas de juros em meses selecionados (% ao ano):
- Fevereiro de 2021: 2% (Selic); 7% (Imobiliário); 20% (Veículos);
- Março de 2021: 2,75% (Selic); 6,9% (Imobiliário); 20,6% (Veículos) ;
- Maio de 2021: 3,50% (Selic); 6,6% (Imobiliário); 21,3% (Veículos) ;
- Junho de 2021: 4,25% (Selic); 6,7% (Imobiliário); 21,6% (Veículos) ;
- Agosto de 2021: 5,25% (Selic); 7% (Imobiliário); 22,7% (Veículos) ;
- Setembro de 2021: 6,25% (Selic); 7,2% (Imobiliário); 23,9% (Veículos) ;
- Outubro de 2021: 7,75% (Selic); 7,5% (Imobiliário); 24,8% (Veículos) ;
- Janeiro de 2022: 9,25% (Selic); 9,4% (Imobiliário); 26,9% (Veículos).
Como afeta o consumidor final
Apesar de parecer que a taxa de juros não sofreu uma alta tão grande em pontos percentuais, isso faz toda diferença no custo final. José Dutra Vieira Sobrinho, professor de Matemática Financeira da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), simulou o impacto da alta de juros em um financiamento imobiliário.



