De acordo com o levantamento feito pela Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), o setor brasileiro de cartões cresceu 35,8% no terceiro trimestre em relação a igual período do ano passado, e movimentou R$ 687,3 bilhões. O cartão de crédito é um dos maiores responsáveis por esse aumento.
As transações com cartão de crédito apresentaram um salto de 42% no terceiro trimestre de 2021 e movimentando mais de R$ 420 bilhões, já os cartões pré-pagos tiveram alta maior, de 153,6%, mas têm volume menor, de R$ 31,9 bilhões no trimestre. As transações com cartões de débito subiram 18,6%, para R$ 235,3 bilhões.
Também houve alta nas transações realizadas por brasileiros no exterior, contabilizando uma alta de 56%, com um volume movimentado de R$ 4,8 bilhões. Já os gastos de estrangeiros no Brasil somaram US$ 589,9 milhões, crescimento de 78,8%.
De janeiro a setembro deste ano, de acordo com a Abecs, o setor já movimentou R$ 1,8 trilhão em transações, uma alta de 34,1% em relação ao mesmo período do ano passado. No ano de 2022 a associação prevê que o gasto com cartões supere o de 2021, podendo movimentar até R$ 3 trilhões, o que representaria um aumento de 21%.
O uso contínuo do cartão de crédito pode se tornar perigoso?
Com o significativo aumento no uso de cartões de crédito, uma questão muito importante a ser levantada, é o fato de que se esse uso for de uma maneira irresponsável, o número de dívidas com faturas podem aumentar também.
Por outro lado, um dos maiores pensamentos errôneos quando se trata de despesas, é pensar que o cartão de crédito é um vilão e que é melhor evitá-lo, pois é muito fácil perder o controle e acumular dívidas. Entretanto, esse meio de pagamento, se usado corretamente, pode ser um grande aliado no controle financeiro e otimização do orçamento.



