Sem concurso público há dez anos, o Banco Central do Brasil (BCB / Bacen) sofre com a defasagem de servidores, remunerações defasadas e a consequente desvalorização das carreiras do órgão.
O alerta foi feito pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (SINAL) que, além dos problemas mencionados acima, ainda destaca a evasão de mão de obra altamente qualificada, o que contribui para erros e a má gestão interna do órgão.
No inicio de janeiro deste ano, por exemplo, foi relatado um erro interno sobre a criação de novos códigos de operações cambiais. Para o sindicato, o ocorrido é fruto da falta de pessoal e à defasagem salarial que desmotiva os servidores.
“Já são dez anos sem qualquer concurso público e com remunerações defasadas e assimetrias injustificáveis, o que agrava o risco de RH e implica a piora significativa do clima organizacional, impactando diretamente na rotina laboral do órgão”, afirmou o sindicato, em nota.
Bacen aguarda autorização de concurso pelo novo governo
O Bacen já sinalizou ao novo governo a necessidade de realização de um novo concurso público para o órgão. De acordo com a instituição, em 2022 foi encaminhado um pedido de autorização para a criação de 245 vagas via concurso público para os cargos de técnicos, analistas e procurador.
A pasta responsável pelo aval de novos concursos púbilcos é o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos. Cabe a ela, examinar a situação do banco e conceder (ou não) a autorização.



