O Banco Central conta com um alto déficit de servidores. Acontece que a instituição atingiu a marca de 2.771 cargos vagos em sua estrutura, conforme dados do último levantamento, publicado em junho. Ao todo, faltam 2.251 analistas (nível superior), 136 procuradores (nível superior em Direito) e 384 técnicos (nível médio).
Sem novo concurso, o órgão pode repor a carência desses profissionais com a chamada de aprovados. A Lei nº9.650 prevê que o Banco Central tenha 6.470 servidores em seu quadro. Desse total, apenas 58% estão preenchidos.
A instituição protocolou no então Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG), agora incorporado ao Ministério da Economia, o pedido de realização de um novo certame para 260 vagas, sendo 200 para Analista, 30 para Técnico e 30 para Procurador.
A confirmação do pedido de concurso veio do Departamento de Atendimento Institucional (DEATI) e também da Divisão de Atendimento ao Cidadão (DIATE), através do Acesso à Informação.
“Informamos que o Aviso nº 42/2018-BCB, de 30 de maio de 2018, por meio do qual o Banco Central solicitou autorização para realizar concurso público, foi complementado, em 31 de maio de 2019, pelo Ofício 11030/2019-BCB/Depes, ao Ministério da Economia, com solicitação de prosseguimento do processo nº 03000001115201847, para realização de concurso público para provimento de 260 cargos vagos, sendo 200 de Analista, 30 de Técnico e 30 de Procurador do Banco Central do Brasil, a serem preenchidos em 2020.“
O setor ainda confirmou que atualmente há 2.768 cargos vagos, sendo 2.248 de Analista, 384 de Técnico e 136 de Procurador do Banco Central do Brasil.
Pedido de concurso
De acordo com o novo presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco (Sinal), Jordan Alisson, a realização do concurso continuará sendo uma das questões prioritárias do Sindicato. “A defasagem de servidores está muito grande.
A gente vai continuar atuando tanto internamente, junto ao banco, para que seja feito um novo pedido de concurso ao Ministério do Planejamento (atual Ministério da Economia), quanto no âmbito do Congresso Nacional e do poder Executivo, para que esse pedido seja autorizado”, disse Jordan.
Os salários iniciais para técnico, requisito de nível médio, chegam a R$7.741,31. Para analista, que tem exigência de nível superior, os ganhos chegam a R$19.655,06, já considerando o auxílio-alimentação no valor de R$458. Por fim, os ganhos de Procurador, que exige nível superior em Direito, chegam a R$21,472,49.
Requisitos do Concurso Banco Central 2019
- Técnico (nível médio): etapa única, podendo haver prova de aptidão física e avaliação psicológica, dependendo do cargo pretendido;
- Analista (nível superior em qualquer área): 2 etapas de caráter eliminatório, compreendendo exame de conhecimentos específicos e curso de formação;
- Procurador (nível superior em Direito): será observada a legislação específica e a forma estabelecida em ato do Advogado-Geral da União.
Cargo de Técnico continuará sendo de nível médio
O cargo de Técnico do Banco Central do Brasil (BCB) continuará como requisito o nível médio completo. Acontece que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) a Lei 13.464/2017 com o veto da alteração no nível de escolaridade para nível superior. O projeto já havia sido aprovado pelo Congresso Nacional.
A justificativa do veto é que a alteração no nível de escolaridade apresenta “inconstitucionalidade formal, por configurar situação de impertinência temática ao objeto inicial da Medida Provisória, vedada segundo decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade”.
Atribuições
Analista do Banco Central do Brasil: formulação, execução, acompanhamento e controle de planos, programas e projetos relativos a: a) gestão das reservas internacionais; b) políticas monetária, cambial e creditícia; c) emissão de moeda e papel-moeda; d) gestão de instituições financeiras sob regimes especiais; e) desenvolvimento organizacional; e f) gestão da informação e do conhecimento. II – gestão do sistema de metas para a inflação, do sistema de pagamentos brasileiro e dos serviços do meio circulante. III – monitoramento do passivo externo e a proposição das intervenções necessárias, entre outras tarefas;



