A atual gestão do governo federal vem analisando a possibilidade da adoção de uma espécie de prova unificada em concursos federais. Isto é, de acordo com a líder do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
A ministra explica, então, que o principal objetivo da alteração seria de promover uma maior democratização do acesso aos serviços público. Desse modo, haveriam etapas avaliativas com aplicação em 180 cidades de diversas regiões do país.
“Estamos trabalhando para unificar os concursos autorizados, oferecendo provas em mais de 180 cidades em todas as regiões do país. Uma forma de democratização do acesso, construindo um serviço público mais diverso e representativo da sociedade brasileira”, pontuou a ministra através de suas redes sociais.
Contudo, o tema ainda necessita de análise e vem passando por discussão nos ministérios, órgãos e outras entidades do Governo Federal.
Durante entrevista recente, Esther Dweck relatou que a apresentação sobre intenção de implementar uma espécie de exame avaliativo unificado será nesta sexta-feira, 25 de agosto, aos órgãos que manifestarem algum interesse.
Assim, a ministra destaca que a pasta já iniciou alguns debates sobre a adoção do formato e que alguns órgãos já se posicionaram a favor da adoção do formato. Contudo, não existe, até o momento, nenhuma previsão para a implementação de fato.
“O modelo ainda não está fechado, mas já temos muitos pontos pensados para apresentar. Amanhã ainda é um dia de escuta. Existe um grupo do governo muito empenhado em fazer isso”, pontuou na quinta-feira, 24 de agosto.
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A gestão aguarda o posicionamento de outros órgãos e suas sugestões para analisar a real viabilidade da implementação do formato de avaliação.
Entenda como iria funcionar o novo modelo
De acordo com a ministra Esther Dweck, a proposta da criação de uma prova unificada surgiu em razão das experiências na aplicação e realização das etapas que fazem parte do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Isto é, prova que também unificou os vestibulares do país.
Desta forma, seria uma avaliação com questões sobre Conhecimentos Gerais e Específicos, de acordo com o cargo preterido pelo participante do concurso público.
Outra questão que a gestão analisou é o fato que muitos dos órgãos federais já se encontram há um bom tempo sem a abertura de novos editais. Desse modo, com a prova unificada seria possível realizar vários certames com apenas um exame.
Além disso, quando os certames finalmente acontecem, as provas somente são aplicadas nas grandes cidades do país. Isto é, de forma que muitos candidatos do interior têm dificuldade ou até mesmo impossibilidade de participar.
Nesse sentido, um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), identificou que o ideal para o país seria a aplicação das avaliações em 180 cidades do país. Isto é, sendo a maioria destas nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste do Brasil.
Como ficariam os concursos com autorização?
O Governo Federal já iniciou um debate sobre a implementação do novo modelo avaliativo e se encontra em momento de consulta a possíveis órgãos que manifestarem algum interesse. Contudo, ainda assim, a proposta da criação de uma espécie de prova unificada não deve impactar os certames que já receberam autorização ao longo deste ano de 2023.
Isto é, pois a grande maioria dos órgãos com novos processos seletivos já se encontram com os preparativos bem adiantados. Nesse sentido, alguns já se encontram bem próximos de publicarem os editais oficiais de seus processos seletivos, como é o caso do Ministério da Educação, por exemplo.
Ademais, outro ponto importante é que, segundo a portaria de autorização, a gestão federal concede autonomia para que os órgãos possam conduzir suas próprias seleções.
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