O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou uma decisão importante para os usuários de cartão de crédito, ao fixar em 100% o teto para as taxas de juros do crédito rotativo. A medida, que entra em vigor a partir do dia 2 de janeiro de 2024, tem o objetivo de conter o crescimento descontrolado das dívidas nessa modalidade.
A partir de agora, as taxas de juros no rotativo do cartão de crédito não poderão ultrapassar o valor equivalente a 100% do montante original. Isso implica que a dívida máxima permitida será o dobro do valor inicial, representando uma significativa redução em comparação aos alarmantes 400% que eram anteriormente acumuláveis nessa forma de crédito.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou a decisão, destacando que a medida faz parte da Lei do Desenrola, aprovada pelo Congresso em outubro deste ano. Haddad ressaltou a importância da medida ao afirmar: “Independentemente do juro mensal, bateu em 100%, para ali. Ela não vai aumentar para além do valor original. O juro acumulado do rotativo agora tem uma trava.”
A nova regulamentação visa proporcionar maior transparência e proteção ao consumidor, evitando que as taxas de juros exorbitantes no rotativo do cartão de crédito levem a um ciclo de endividamento. A medida deve beneficiar milhões de consumidores em todo o país.
Haddad explica decisão do CMN de alterar a taxa de juros
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que a fixação do teto de 100% para as taxas de juros no rotativo do cartão de crédito foi uma medida necessária. Isso ocorreu após a falta de consenso no setor bancário em relação a uma proposta de autorregulação.
Haddad declarou que “não se chegou a um entendimento de autorregulação. O voto que foi aprovado hoje simplesmente disciplina o que está na lei do Desenrola. Está valendo as regras normais do cartão, a única mudança é que, a partir do dia 3, os juros estão limitados ao valor do principal.”
A falta de acordo no setor bancário levou o CMN a agir, adotando medidas que visam proteger o consumidor e equilibrar as práticas no mercado de crédito. A decisão, segundo Haddad, alinha-se com o que foi estabelecido na Lei do Desenrola, aprovada anteriormente pelo Congresso.



