A partir desta segunda-feira (21) novas regras para a liberação do consignado para segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a valer de fato. De acordo com as informações do Ministério da Previdência, a principal alteração gira em torno do teto máximo de juros que as instituições financeiras poderão cobrar.
A decisão já havia sido tomada na última semana pelo Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), mas só foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (21). Pela decisão, o teto máximo de juros do consignado para segurados do INSS caiu de 1,97% para 1,91% ao mês.
Também foi confirmado no Diário Oficial a redução do teto de juros cobrados em operações realizadas com o cartão de crédito. Neste caso a redução foi de 2,89% para 2,83% ao mês. Em resumo, o DOU sinaliza as seguintes mudanças no consignado:
- teto de juros que podem ser cobrados no consignado comum: cai de 1,97% para 1,91% ao mês;
- teto de juros do consignado para operações de cartão de crédito: cai de 1,89% para 2,83%.
Copom
A decisão de reduzir o teto da taxa de juros do consignado do INSS está sendo oficializada duas semanas depois de o Conselho de Política Monetária (Copom) decidir reduzir a taxa Selic de 13,75% para 13,25% ao ano. Uma queda de 0,50, maior do que esperado pelo mercado.
Em entrevista, o Ministro Carlos Lupi lembrou que o Banco Central já sinalizou que novos cortes de 0,50 ponto devem seguir sendo aplicados nos próximos meses. Neste sentido, ele frisou que o CNPS pode aplicar novas reduções no teto de juros no decorrer deste ano.
“Combinado com Ministério da Fazenda, Banco do Brasil e Caixa Econômica, estamos propondo taxa de 1,91% para o consignado, e 2,83% para o cartão de crédito consignado, com reforço de que se a próxima reunião do Banco Central baixar a taxa de juros [Selic], nós nos reuniremos para baixar novamente [teto do consignado]”, disse Lupi na reunião.
Desde a reunião do Banco Central, Lupi vem defendendo a redução da taxa de juros do consignado. Ele é o presidente do CNPS, órgão que conta com representantes do Governo Federal, além de membros dos aposentados, pensionistas, trabalhadores ativos e empresas.




