O Congresso Nacional está sinalizando apoio ao Poder Executivo em relação à votação de reformas. Pelo menos foi isso o que afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (15), em evento realizado na cidade de São Paulo.
De acordo com o ministro, o governo federal irá avaliar a disposição dos parlamentares de aprovar as reformas em pouco tempo. E a Medida Provisória 1160/23, relacionada ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), deverá servir como termômetro para o governo avaliar se o Congresso realmente dará apoio.
Vale destacar que, em caso de aprovação da matéria pelos parlamentares, os conselheiros representantes da Fazenda Nacional poderão desempatar as votações a favor do Poder Executivo. Aliás, estes conselheiros são os presidentes de turmas e câmaras no Carf.
“Nós vamos testar as primeiras votações agora. O que foi editado em janeiro começa a contar prazos no início do ano legislativo. Vamos ver. Eu estou confiante, tenho ouvido dos dois presidentes, da Câmara e do Senado, gestos de boa vontade”, disse Haddad durante o evento BTG Pactual CEO Conference 2023.
“Não existe, em nenhum lugar do mundo, um órgão paritário para julgar litígio administrativo. Menos ainda com voto de qualidade a favor do contribuinte. Menos ainda proibindo a Fazenda Nacional de recorrer ao Judiciário. Quer dizer, é uma excrescência que não existe em lugar nenhum do mundo”, acrescentou o ministro.
Essa mudança é muito importante para aumentar as chances de o Brasil entrar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo técnicos da entidade, caso não haja mudança na configuração do Carf, o Brasil terá muitas dificuldades para conseguir entrar no grupo.
Melhora econômica ‘não deve acontecer tão cedo’
A saber, o ministro também revelou que o governo federal vem enfrentando muitas limitações no orçamento. Em suma, a União está tentando equilibrar as contas públicas, mas se viu obrigada a elevar os gastos para cumprir as promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Inclusive, Haddad teria conversado com o presidente Lula e afirmado que a população brasileira poderá ficar frustrada com o governo. Isso porque a expectativa é que haja uma melhora imediata, “o que não deve acontecer tão cedo”, segundo o ministro.



